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Alergia respiratória infantil: confira os mitos e verdades relacionadas ao assunto

Da coluna Bem-Estar

Por Pérola Cattini
Artigo de responsabilidade do autor

Istock Photos

Alergia respiratória infantil: confira os mitos e verdades  relacionadas ao assunto

Crianças estão mais vulneráveis

Nos períodos do ano mais frios e secos, os bebês e crianças pequenas costumam sofrer bastante com o excesso de poluição e com a baixa umidade do ar. Para completar o quadro de desconforto, o frio ainda colabora para a ocorrência de episódios de resfriados e infecções virais e, por mais simples que seja o tratamento, algumas atitudes podem ajudar a prevenir as gripes e manter o corpo em equilíbrio inclusive nos dias mais complicados, evitando que o quadro evolua para doenças mais graves.

Um dos principais sintomas das alergias e resfriados são as narinas congestionadas e com bastante secreção; além das tosses secas e repetidas, causadoras de bastante incômodo nos pequenos, que apresentam dificuldades para respirar e para se alimentar nesses dias. Algumas crianças podem apresentar um quadro de rinite alérgica, quando a inflamação da mucosa do nariz torna-se ainda mais intensa, causando espirros constantes, coceira intensa no nariz, olhos e ouvidos e congestionamento nasal. A rinite geralmente se manifesta logo nos dois primeiros anos de vida dos bebês e, quando as crianças atingem a idade pré-escolar, o quadro pode ter se instaurado.

Cuidar dos episódios de rinite logo quando eles se manifestam é uma forma de oferecer às crianças uma maior qualidade de vida quando elas crescerem, já que a rinite aumenta as chances das pessoas desenvolverem a sinusite – com sintomas ainda mais intensos – e a otite – infecção de ouvido. Confira abaixo alguns mitos e verdades sobre as alergias respiratórias em crianças e previna a doença nos pequenos.

 

Verdades

 

Lavagens Nasais devem ser feitas com frequência
Lavar o nariz das crianças regularmente é bastante importante, já que retira pequenas partículas que, ao entrarem em contato com as narinas, dão início à crise alérgica. A retirada de muco também ajuda a diminuir a coriza, tão incômoda. Lavar, ao invés de assoar, evita o ressecamento da pele delicada dos bebês e crianças; para isso, utilize solução nasal para amolecer o muco e repita o procedimento cerca de três vezes ao dia.

Evitar produtos com cheiros fortes
Para as crianças alérgicas, qualquer perfume diferente pode desencadear uma crise alérgica. Por isso, evite utilizar produtos muito fortes em casa, especialmente no quarto da criança. Modere o uso de perfumes e colônias também.

Crianças alérgicas podem praticar esportes
Crianças alérgicas não só podem como devem praticar esportes e atividades físicas. No entanto, é essencial conversar previamente com um médico para combinar o tipo de exercício sugerido para os pequenos. De qualquer forma, deve-se tomar alguns cuidados. Nos dias quentes e nos dias com baixa umidade, os exercícios devem ser evitados e deve-se investir na hidratação das crianças.

 

Mitos

 

Rinite alérgica tem cura
Ao contrário do que muitos acreditam, a rinite alérgica não tem cura, mas é possível (e necessário) mantê-la sob controle, para que não comprometa a rotina da criança. Com um tratamento adequado, é possível evitar crises e ainda diminuir a frequência com que elas ocorrem. Com outros cuidados, como o controle da poeira doméstica, de pelos de animais e de outros agentes alergênicos, é possível praticamente eliminar as crises alérgicas ocasionadas pela rinite.

As alergias respiratórias só acontecem no frio
As crises de alergia podem acontecer tanto no verão, quanto no inverno, bem como nas outras estações do ano. No entanto, nos períodos mais frios, os sintomas são mais perceptíveis devido à umidade do ar, que costuma ser baixa. Nessa época há também o aumento da proliferação de ácaros e fungos, carregados pelas roupas de frio e pelos cobertores que são retirados do armário.

Ar condicionado causa rinite alérgica
O ar condicionado em si não é responsável por causar ou agravar as crises de rinite alérgica. Segundo pesquisas na área, o maior culpado pelas crises é o choque térmico. Ou seja, caso você tenha um ar condicionado em casa, evite as grandes diferenças de temperatura entre área externa e interna, e também entre os diferentes ambientes dentro de casa. Além disso, como segundo fator dentro da relação ar condicionado-rinite, está a proliferação de fungos, que soltam partículas potencialmente alergênicas no ar. A solução nesse caso também é bastante simples: realizar manutenção constante e trocar os filtros do aparelho com regularidade.

1 COMENTÁRIO:

Muito boa essas dicas parabéns.
enviado por: Raphael Araujo em 11/07/2017 às 16:25:01
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