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Consultoria elabora ranking com cinco melhores cidades brasileiras para se viver

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Entre os 100 melhores municípios com mais de 266 mil habitantes, São Paulo possui 27 deles

Reprodução

ColunaMarcoEusébio

São José dos Campos

Só o estado de São Paulo possui 27 das 100 melhores cidades brasileiras para viver, segundo um ranking elaborado pela consultoria Macroplan. Entre as cinco primeiras, quatro são paulistas, apesar da liderança ser da paranaense Maringá.

A empresa analisou todos os municípios com mais de 266 mil habitantes do Brasil em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade. O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor é a condição de vida no local.

A seguir, contamos um pouco sobre as cinco primeiras colocadas.

Maringá, Paraná (0,731 pontos)
Terceira maior cidade do Paraná e sétima mais populosa da região Sul, Maringá cresceu por sua localização privilegiada entre as rodovias que ligam os estados e as regiões, além de estar no meio do caminho para a Tríplice Fronteira, com a Argentina e o Paraguai (419 km de Foz do Iguaçu e 446 km de Curitiba). Mesmo com mais de 400 mil habitantes, o município coloca sempre sua qualidade de vida como um dos fatores para a sua atratividade, e as empresas passaram a fazer o mesmo.

A DB1 Global Software, do setor de tecnologia sediada em Maringá, apresenta as vagas disponíveis em seu site dizendo que “90% dos colaboradores levam menos de 30 minutos para chegar ao trabalho". Segundo o ranking elaborado pela consultoria, a cidade paranaense está em primeiro lugar no quesito “gestão do dinheiro público” e tem o oitavo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Maringá também chama atenção pela qualidade de sua saúde. No ano passado, a prefeitura lançou o projeto Portal da Saúde, uma ferramenta desenvolvida pelo próprio município que permite ao usuário acessar seu histórico médico completo por meio do Cartão Nacional de Saúde (SUS).

Piracicaba, São Paulo (0,721 pontos)
Referência na indústria de transformação de cana em álcool ou açúcar, sede de diversos institutos de pesquisa científica, universidades e escolas superiores, além de reunir diversos polos culturais e artísticos paulistas, Piracicaba passou a receber pessoas de São Paulo (localizada a 164 km de distância) nos últimos anos pelo seu custo-benefício. Segundo a Brasil Brokers, o preço médio do metro quadrado é de R$ 3.679 - bem abaixo dos quase R$ 9 mil da capital.

A cidade ocupa a 42ª posição entre as 100 melhores para se viver no Brasil, segundo pesquisa realizada em 2015 pela Delta Economics & Finance. De acordo com o Waze, aplicativo de navegação mundial, Piracicaba é a nona melhor cidade brasileira para se dirigir e, para a consultoria Urban Systems, é a 32ª melhor para se fazer negócios no país. Enfim, a consultoria Geofusion publicou recentemente que Piracicaba é a nona cidade brasileira com mais de 100 mil habitantes em renda per capita.

São José do Rio Preto, São Paulo (0,719 pontos)
Apesar de relativamente grande, com meio milhão de habitantes, São José do Rio Preto, em São Paulo, é uma das cidades que mais geram empregos no Brasil. Segundo a revista Exame, o número de profissionais contratados superou o de demitidos por 8.349 vagas em 2014, por exemplo. Foi a maior entre todas as cidades médias brasileiras. Como sedia várias indústrias e distribuidoras, como a Braile e a Rodobens, o município a 442 km da capital cresceu principalmente por causa de sua característica industrial aliada à qualidade de vida.

O custo-benefício, de qualquer forma, compensa: o preço do metro quadrado em São José do Rio Preto é de R$ 3.546. “O grande desafio da próxima década, em nossa cidade, é capacitar as pessoas”, disse Adriana Neves, presidente da Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto, à Exame. A expectativa é baseada na chegada de duas universidades importantes na cidade: a Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP).

São José dos Campos, São Paulo (0,715 pontos)
Na metade do século XX, São José dos Campos já era importante para o estado pelas fazendas de café - à época, a principal mercadoria de exportação brasileira. Por isso, quando a industrialização tomou seu rumo em Sâo Paulo, o município seguiu relevante: próximo à capital (89 km de distância), hoje sedia a Embraer, uma das maiores empresas multinacionais do país, além do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O analista de TI, Renan Crespo, trocou São Paulo por São José dos Campos cinco anos atrás, após ser contratado por uma empresa terceirizada da Embraer. No começo, ele conta que duvidava que conseguiria se adaptar ao ritmo do interior, mas hoje não se vê fora da cidade. "Me enganei ao achar que aqui seria uma vida totalmente distinta de São Paulo: apesar da tranquilidade, da ausência de trânsito, da poluição, também não é parada", diz.

O preço do metro quadrado está na média dos R$ 4.254. "Comprei recentemente um apartamento de quase 100 metros quadrados e paguei um valor 30% menor do que um semelhante que pagaria em São Paulo", finalizou ele.

Franca, São Paulo (0,707 pontos)
Apesar de pouco falada, Franca reúne alguns dados que impressionam: é a primeira cidade no ranking do Ideb, com um crescimento de 34%, quando comparado com o índice de 2005, pulando de 5,3 para 7,1 para cada 100 mil habitantes alfabetizados, e a quinta mais segura do Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, além de ser a 20ª mais desenvolvida e o 52ª município no quesito qualidade de vida, para a Macroplan.

Além disso, entre as cidades com mais de 300 mil habitantes no país, é a que tem os melhores dados sobre saneamento básico. Com um preço médio de R$ 2.700, é famosa no estado pela sua indústria dos calçados e das malhas.

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