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Ômega 3: o suplemento ideal para a dieta das novas mães

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Suplemento é indicado para vários tipos de consumidores, mas os benefícios para as grávidas estão sendo desvendados por médicos e nutricionistas

Istock Photos

ColunaBem-Estar

Os benefícios do Ômega 3 já são conhecidos por muitos tipos distintos de consumidores: suplemento indicado para prevenir doenças cardiovasculares, hipertensão, reduzir triglicérides, completar a alimentação e ainda melhorar a concentração, a memória, a motivação, o humor e a velocidade de reação. Mas pouco se fala sobre a sua grande utilidade para as grávidas e as mulheres que acabaram de dar à luz.

Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Médica e Saúde do Sul da Austrália com 20 mil mulheres descobriu que o Ômega 3 também reduz os riscos de partos prematuros. A partir de ensaios realizados em países de alta renda, como Austrália, Estados Unidos e Inglaterra, a equipe de estudiosos percebeu que mulheres que aumentaram a ingestão de ácidos graxos de cadeia longa durante a alimentação na gravidez tiveram um risco 11% menor de ter parto prematuro -- ou seja, antes de 37 semanas. Os pesquisadores também chegaram à conclusão de que a substância reduz em 42% a chance de um bebê nascer antes de 34 semanas.

As causas dos partos antes da hora ainda não são bem compreendidas pelos cientistas médicos mundiais. O estudo australiano colaborou ao perceber que as mulheres produzem os hormônio prostaglandinas em maior quantidade quando estão no período de gestação. Oriundos do Ômega 6, esse hormônios podem fazer o bebê nascer mais cedo. Assim, a função do Ômega 3 é reduzir a potência dessas substâncias no organismo.

A descoberta só corrobora uma hipótese cada vez mais real de médicos e nutricionistas: a de que o consumo de Ômega 3 é benéfico para as futuras mães porque ele é capaz de suprir a produção de ácido graxo que o organismo não é capaz. "A saúde depende da oferta deste elemento em quantidade adequada", diz Diogo Círico, nutricionista da Growth Supplements.

O consumo dos três elementos do Ômega pode proporcionar crescimento e desenvolvimento cerebral do feto, contribui para o desenvolvimento da visão e reduz a incidência de doenças alérgicas -- inclusive, alergias alimentares nos primeiros anos do bebê. Além disso, depois do nascimento, os ácidos permanecem no organismo da mulher como leite materno para alimentar as crianças.

"A mãe passa para o bebê, via leite, o Ômega 3 que foi ingerido via suplementação -- e isso é ótimo para ambos", segue Círico. Por fim, as mães se beneficiam com os elementos pela capacidade de reduzir e prevenir sintomas depressivos pós-parto.

O nome Ômega 3 se deriva do fato do suplemento ter três ácidos graxos essenciais: EPA, DHA e ALA. As duas primeiras siglas se referem a elementos encontrados em animais que possuem um metabolismo especial e que são consumidas com eficiência pelo organismo humano. Já a ALA só se encontra em vegetais, como a linhaça e a chia.

"Como são ácidos graxos essenciais, o nosso organismo não os produz. A única forma de consumi-los é por meio da dieta", explica o nutricionista Diogo Círico, da Growth Supplements. De acordo com ele, a explicação fisiológica para isso é que o corpo humano não tem uma enzima chamada "dessaturase", que seria capaz de fabricá-los.

Desde a sua descoberta com os esquimós canadenses, foram realizadas várias pesquisas nos Estados Unidos sobre os possíveis benefícios do Ômega 3 e, desde então, ele passou a ser indicado por várias áreas da Medicina: problemas gastrointestinais, reumáticos, psiquiátricos, metabólicos, renais, dermatológicos e pulmonares. Nos últimos anos, quando se tornou mais conhecido, passou a ser usado também por nutricionistas em dietas prescritas para atletas profissionais e amadores.

De acordo com o nutricionista da Growth, os ácidos graxos ainda atuam na sinalização celular, nas regulações de enzimas enzimáticas e das migrações neuronais, na síntese de eicosanóides, na determinação da plasticidade sináptica e na modulação de citocinas que possuem atividades neuromoduladoras e neurotransmissoras.

"De forma genérica, podemos dizer que o Ômega 3 está vinculado a uma alta quantidade de reações bioquímicas, respostas celulares e mecanismos fisiológicos naturais de nosso corpo e, por tudo isso, o consumo deles pode ser tão impactante", encerra Círico.

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