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Pesquisas mostram que homens e mulheres têm diferenças no sono

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Por causa da diferença hormonal, mulheres precisam de mais horas dormidas para manter a disposição e o humor no dia seguinte

Divulgação

ColunaBem-Estar

Uma boa noite de sono tem diversos benefícios regulatórios no nosso organismo, além de permitir uma maior disposição para realizar as tarefas no dia seguinte. Para as mulheres, uma noite de sono bem dormida é ainda maior por questões hormonais. Pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, descobriu que o sexo feminino tem padrões diferentes do sexo masculino quando o assunto é sono.

 

Por causa da diferença hormonal, as mulheres precisam de mais horas dormidas para manter a disposição e o humor no dia seguinte. “Quando elas não têm uma noite de sono agradável, sofrem mental e fisicamente para manter os hormônios em equilíbrio”, disse Renata Federighi, consultora do sono, ao Jornal da Região.

 

Outro estudo, feito pelo Instituto do Sono, relatou que as mulheres, em geral, demoram mais tempo para dormir. Em contrapartida, a fase mais profunda do sono, conhecida como REM, é maior do que nos homens. Aspectos como período menstrual, menopausa e gravidez também podem interferir negativamente no sono, fazendo com que elas estejam mais propensas a ter pesadelos. A progesterona efetua um papel importante na regulação do sono nas mulheres.

 

O Departamento de Psicobiologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), após realizar uma pesquisa com 407 mulheres, descobriu que a perda da função ovariana, ocasionada pelo envelhecimento, pode culminar em disfunções respiratórias do sono, como a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS). Esse distúrbio do sono acomete um terço da população em qualquer período da vida, mas afeta principalmente mulheres após a menopausa.

 

A SAOS é caracterizada pelo colapso repetitivo, parcial ou completo da via aérea superior. Durante o sono, esse distúrbio promove mudança no padrão ventilatório e aumento na frequência de despertares. O estudo revelou que, das entrevistadas, 68,4% das mulheres que tiveram um diagnóstico para o tipo mais grave desse distúrbio do sono estavam em pós-menopausa tardia.

 

A amostra foi representativa do estado de São Paulo, de acordo com gênero, idade e estado socioeconômico. Por este motivo, Daniel Ninello Polesel, farmacêutico e autor da pesquisa, acredita que o estudo trouxe informações importantes e uma evidência científica elevada sobre a queda de hormônios em mulheres e a relação com a qualidade do sono.

 

Daniel descreveu os resultados do estudo da seguinte forma: “Havia evidências científicas que sugeriam que a queda nos hormônios femininos, característica da pós-menopausa, causaria o aumento da frequência de SAOS. E, de fato, nosso estudo comprovou essa suspeita, demonstrando o potencial negativo do hipoestrogenismo, decorrente da diminuição nos níveis de estradiol, no sono e aumento da SAOS em uma amostra representativa da maior metrópole brasileira. Outro importante achado foi a identificação de variáveis que podem ser utilizadas com maior precisão no diagnóstico de distúrbio de sono nestas mulheres, como medidas antropométricas, principalmente o índice de massa corporal e a circunferência de cintura. Nesta avaliação, a circunferência de cintura se mostrou mais relevante”.

 

A circunferência da cintura, de fato, é um dos principais fatores associados ao distúrbio do sono, de acordo com o estudo. A medida encontrada pelos pesquisadores se aproxima muito da medida considerada como referência em outras doenças, como a síndrome metabólica (88 centímetros). O aumento a cada centímetro na circunferência da cintura representou um aumento de 6% na razão de chance para apresentar esse distúrbio do sono.

 

Dentre as queixas relacionadas com a síndrome da apneia obstrutiva do sono, estão insônia, baixa eficiência de sono, dificuldade de manter o sono, irregularidade no padrão respiratório, sensação de “ondas” de calores e suores frequentes. As disfunções aumentam a partir da transição menopausal e do estágio de pós-menopausa. A queda da concentração dos hormônios estrogênio e progesterona está diretamente ligada a esses sintomas.
 
Dicas para melhorar a qualidade do sono

Ter um colchão de qualidade é fundamental para se ter uma boa noite de sono. No mercado é possível encontrar modelos com as mais variadas finalidades, desde os desenvolvidos para prevenir dores, como os ortopédicos, até aqueles voltados ao relaxamento, como o colchão massageador. Mas, além disso, algumas outras dicas são necessárias para que você tenha uma boa noite e acorde descansado no dia seguinte. Confira algumas dessas sugestões:

1 – Evite tomar estimulantes pouco antes de dormir, como café, chás com cafeína e refrigerantes de cola. Eles possuem a função de despertar nosso corpo.
2 – Procure comer alimentos mais leves e de fácil digestão.
3 – Apague todas as luzes e feche bem as janelas e cortinas. Dessa forma, você correrá menos risco de acordar com a luz da manhã.
4 – Minutos antes de dormir, desligue aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares, e nada de levá-los para a cama.
5 – Pratique atividades físicas. De acordo com a American Sleep Disorders Association, os exercícios são uma intervenção não-farmacológica para a melhora do padrão de sono.

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