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Alta do dólar leva brasileiros a procurar outras cidades para fazer intercâmbio

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Estudantes buscam locais com melhor custo/benefício para estudar e até trabalhar

Istock Photos

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Formulário terá de ser preenchido via internet e dados pessoais serão chegados pela União Europeia e cruzados com a Interpol

No começo do mês de junho, o dólar turismo, que sempre é vendido mais caro nas casas de câmbio, podia ser encontrado por R$ 4,35. O dólar comercial, por sua vez, chegou a valer R$ 3,81, o maior valor em dois anos. A desvalorização do real tem a ver com o aumento de juros nos EUA e com a fuga de capital em países emergentes para o país norte-americano.

 

Além disso, outros fatores internos influenciam a desvalorização da moeda brasileira, como as incertezas em relação às eleições de outubro. Com todo esse cenário, os brasileiros passam a procurar outros destinos para fazer intercâmbio, como Austrália, Nova Zelândia e Canadá.

 

O que esses estudantes procuram é um lugar com um bom custo/benefício para estudar inglês e até mesmo trabalhar enquanto fazem os cursos fora do país sem ficar no vermelho. Caso optem pelos EUA, o risco de ficar sem dinheiro é grande. Em alguns casos, é possível economizar até R$ 2.000 e ainda estudar em uma unidade da mesma escola em outro país.

 

De acordo com um levantamento feito pela Revista Veja, é possível economizar até 70% em algumas agências com a escolha de outros destinos. O dólar canadense, por exemplo, é mais atrativo do que o americano. Em uma análise feita no dia 13 de junho, a moeda canadense era 25% mais barata do que a americana.

 

Os destinos europeus, como Malta, ilha no Mar Mediterrâneo, e Irlanda também são boas alternativas, apesar do alto preço do euro. A diferença nesses lugares é que o custo de vida é menor, compensando o valor da moeda.

 

Destinos como Austrália e Nova Zelândia chamam a atenção dos intercambistas pelas belezas naturais, boa qualidade de vida e universidades consideradas de ponta. Nesses locais, o estudante pode fazer cursos tanto de idioma como high school, cursos de graduação e pós-graduação.

 

Outro chamariz é a possibilidade de trabalhar enquanto estuda para ganhar uma renda extra. A Austrália e a Nova Zelândia são alguns dos poucos países que permitem essas duas atividades simultâneas aos intercambistas apenas com um visto de estudante, e obedecendo a algumas regras estabelecidas pelo governo de cada país.

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