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Número de brasileiros de baixa renda que se formam aumentou nos últimos anos

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Houve um aumento de estudantes com renda inferior a três salários mínimos que terminaram uma graduação

Istock Photos

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De acordo com o mapa do Ensino Superior no Brasil 2017, elaborado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), o número de pessoas nas faixas de renda inferiores a três salários mínimos e das classes C e D que completaram cursos de graduação no ensino privado aumentou em relação ao estudo anterior. Esse levantamento faz um panorama detalhado sobre a educação superior no país.

 

A pesquisa mostra que houve um aumento de 4,7 pontos percentuais na faixa com renda familiar de até 1,5 salário mínimo, o que representa 13,5% dos formados. Entre os estudantes com renda familiar entre 1,5 e 3 salários mínimos, o crescimento foi de 3,4 pontos percentuais, representando 26% dos estudantes concluintes do Ensino Superior e a maior parte dos formados.

 

Entre os fatores que podem ter influenciado essa ascensão das classes mais baixas estão o crescimento econômico no começo da década e os diversos programas oferecidos pelas universidades privadas e pelo governo federal, como Fies (Programa de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade para Todos).

 

Os dados mais recentes são de 2015. No referido ano, houve um aumento de 9,3% no número total de concluintes de cursos presenciais e 23% no número total de estudantes no ensino a distância (EAD).

 

Essa segunda modalidade tem apresentado uma curva ascendente. O melhor custo/benefício, a flexibilidade de horários e a possibilidade de estudar de qualquer lugar com acesso à internet são alguns dos atrativos do EAD. A modalidade conta com graduação e pós-graduação de instituições de ensino avalizadas pelo MEC, além de cursos livres. Entre 2009 e 2015, houve um crescimento de 66% nas matrículas em cursos a distância.

 

Os cursos mais procurados por faixa etária nas instituições privadas de ensino em 2015 foram os presenciais de direito (765 mil matrículas), administração (506 mil) e engenharia civil (300 mil). Na faixa etária até 24 anos, os preferidos foram direito, administração e engenharia civil; entre 25 e 44 anos, direito, administração e enfermagem; e acima de 45 anos, direito, pedagogia e psicologia.

 

A maioria dos alunos matriculados em cursos presenciais está na faixa etária de 19 a 24 anos (52,3%). No ensino público, esse número é ainda maior: 57,8%, ante os 50,1% registrados na rede particular de ensino.

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