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Inspirados em Bolsonaro, militares vão lançar 71 candidatos nos estados

Por Marco Eusébio

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Artigo de responsabilidade do autor

André Duzek/Estadão Reprodução

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Militares reunidos em Brasília ontem pretendem visitar o presidenciável Jair Bolsonaro hoje na Câmara dos Deputados

Inspirados na performance do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nas pesquisas, pelo menos 71 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão disputar vagas no Congresso e no Executivo em 25 estados (com exceção do Acre) e no DF, e parte do grupo se reuniu pela primeira vez ontem em Brasília para unificar o discurso. No encontro, o discurso mais contundente foi o do general de Exército da reserva, Augusto Heleno, que, por enquanto, não é candidato. Ele rejeitou a tese de que se esteja tentando formar uma "bancada militar", justificando que não pode existir divisão entre sociedade civil e militar, e disse que considera isso "um preconceito" e "uma invenção da esquerda". O general afirmou ainda que Bolsonaro "não é o candidato dos seus sonhos", mas "é o único com possibilidade de mudar o que está aí porque todos querem que se faça uma faxina no País".

O general Augusto Heleno, que já foi cotado por Bolsonaro, caso eleito, para comandar a Defesa, disse que o momento não é de "olhar pelo retrovisor e ficar elogiando o regime militar, mas de olhar para frente e buscar mudanças no País", e defendeu o pré-candidato. "Exigem do Bolsonaro o que nunca exigiram dos outros candidatos. Querem que o Bolsonaro seja a mistura de Churchill, Margareth Thatcher, Ronald Reagan, o Papa Pio XII. Essa cobrança nunca foi feita antes aos outros", afirmou. "Bolsoraro tem defeito? Tem defeitos. Mas é o único que se apresenta hoje, pelo menos com a intenção e a possibilidade de mudar o que está aí. Daí essa grande reação ao nome dele, que está sendo até chamado de fascista, o que é um absurdo, porque quem não é de esquerda é tachado de fascista, o que ele não é, sem direito de defesa", afirmou, sendo aplaudido pelos colegas. Hoje, o grupo pretende visitar Bolsonaro na Câmara. (Com Estadão)

 

 

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