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5 lugares para conhecer no Norte do Brasil

Por Raphael Granucci

Da coluna Viagens
Artigo de responsabilidade do autor

De Alter do Chão ao Encontro das Águas, nortistas têm muito a descobrir em sua própria região

Istock Photos

ColunaViagens

Cinco lugares para conhecer no Norte do Brasil: A região pode não ser a primeira escolha de muitos turistas, mas reserva paisagens magníficas e muita aventura para quem procura ecoturismo.

A maior região territorial do Brasil, com 3,8 milhões de metros², e que, em paralelo, tem a menor densidade demográfica do país, com pouco mais de 15 milhões de habitantes, possui uma variedade de lugares pouco explorados. Da história às belezas naturais, das cidades à vida no campo, dos rios às praias, o Norte está sendo descoberto pelos brasileiros de outras regiões a cada ano por causa do turismo.

Cresceu a procura de pessoas do Sudeste do Centro-Oeste por passagens aéreas e hotéis em capitais como Porto Velho, Manaus e Belém do Pará - essas duas últimas já mais acostumadas com a presença de visitantes durante o ano.

Na capital rondoniense, uma das novas atrações é a capela de Santo Antônio à beira do rio, que remete à missão religiosa que chegou a Rondônia em 1712. Mas a região Norte segue sendo, principalmente, um lugar para que os próprios nortistas a explorem. Por isso, o Capital News sugere cinco destinos que, saindo de Porto Velho via programas de companhias aéreas, como a Azul, podem ajudar a descobri-la:

Alter do Chão - Pará
A praia doce mais famosa do Brasil hoje já atrai turistas do mundo todo. Uma vila localizada em Santarém, no Pará, a pequena praia já foi eleita a mais bonita praia do país, com suas areias brancas e águas cristalinas do rio Tapajós. O Caribe amazônico fica ainda melhor em setembro, a alta temporada local, quando o volume de água do rio diminui, formando bancos de areia e praias dentro do Tapajós. Já nos períodos de cheia do rio, é possível aproveitar os passeios de barco e as trilhas pela floresta.

Quarenta minutos separam o aeroporto de Santarém de Alter do Chão, onde as pessoas andam descalças, as pequenas casinhas são espalhadas, proliferam lojinhas de artesanato e há uma pracinha charmosa onde as pessoas descansam do calor. No período de setembro, é possível acessar facilmente um dos principais cartões-postais da vila: a Ilha do Amor, dez quilômetros de praia cercada por água e cuja areia é muito branca.

Além da ilha, a região reserva muitas outras praias belas, como Ponta do Cururu, Ponta do Muretá, Pindobal e Ponta das Pedras. Mais afastada, a praia do Maguari, vale o trajeto.

Cachoeira do Urucá - Roraima
A Cachoeira do Urucá faz parte de uma região conhecida como Uiramutã, onde há rios com corredeiras e grandes quedas d’água, além de um cenário serrano com grandes afloramentos rochosos, campos naturais e savanas. Existem diversas cachoeiras espalhadas pela região, mas as que são abertas são a Cachoeira do Urucá e as Corredeiras do Paiuá.

Segundo o Censo 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 88,1% da população da cidade de Uiramutã - na fronteira com a Venezuela - formada por 8.375 habitantes, se declarou indígena. É o município com a maior proporção da população indígena no país e concentra o maior número de indígenas de Roraima. No território estão o Monte Caburaí, de 1.456 m de altitude, e o Monte Roraima, um dos picos mais altos do Brasil e outro ponto que vale a pena conhecer na região Norte brasileira.

Serra do Navio - Amapá
A Serra do Navio fica a 217 quilômetros da capital Macapá e conta com belezas naturais escondidas pela Mata Atlântica. Por lá, trilhas pela mata nativa que contam com poços e quedas d’água pelo caminho são opção de passeio no Parque Municipal do Canção. No entanto, um dos lugares mais famosos da cidade de Serra do Navio é uma versão brasileira da "Lagoa Azul": resultado de anos de contato entre a água e minérios de uma mina abandonada, uma lagoa azul anil se formou ali.

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa, Luiz Laranjeira, precisou vir a público recentemente desmentir vários mitos que passaram a se tornar populares sobre ela. A principal dizia que a água é contaminada e imprópria ao banho. "O que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que é, na verdade, uma piscina natural tratada o tempo todo", explicou.

Fervedouro - Tocantins
Um dos grandes atrativos do Jalapão, no estado do Tocantins, os fervedouros são pequenos lagos com águas cristalinas formadas de uma nascente subterrânea na qual sai uma grande quantidade de água misturada com areia. No centro disso, um grande poço de água azul transparente, nascente de um rio subterrâneo. É a água que brota das areias claras a responsável pela pressão que provoca o chamado fenômeno da ressurgência, que tornam impossível que se afunde neles: por mais que se esforce, a pressão empurra o banhista para cima - o que acaba proporcionando diversas brincadeiras nas águas fervorosas, como tentar entrar na água correndo, boiar e ser arremessado para trás.

Esses verdadeiros oásis ficam em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos que chegam a ser difíceis de acessar, mas que proporcionam belas paisagens selvagens simples e inexploradas. Os locais são estruturados com cabanas com telhado e rede; e bancos para descanso, o turista também pode aproveitar e comprar os artesanatos da região.

Encontro das Águas - Manaus
Em Manaus, além da variedade de atrações que o turista encontra, há um dos espetáculos naturais mais famosos do mundo: o Encontro das Águas, que acontece quando as águas dos rios Negro e Solimões se juntam para formar um terceiro, o Amazonas. O fenômeno acontece por causa das diferenças de temperatura, densidade e velocidade das correntezas dos dois rios: enquanto o Rio Negro corre a 2 km por hora com uma temperatura de 28°C, o Solimões corre com o dobro da velocidade e é mais frio (22°C).

Além disso, as águas do Negro são ácidas, enquanto o Solimões tem cor barrenta e uma variedade de sedimentos. Por causa disso, eles correm cerca de seis quilômetros juntos, mas sem se misturar. Quando enfim se misturam, surge o Amazonas. No embarque para ver o fenômeno, ainda é possível observar a Ponta Negra, o porto de Manaus, o centro histórico e a Ponte Rio Negro.

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