Campo Grande/MS, Quinta-Feira, 18 de Abril de 2019 |
27˚
(67) 3042-4141
Colunistas
Domingo, 17 de Março de 2019, 12h:48
Tamanho do texto A - A+
Colunistas

Cinco lugares para conhecer a natureza exuberante de BH

Por Raphael Granucci

Da coluna Viagens
Artigo de responsabilidade do autor

Parques da capital mineira ficam repletos de moradores aos finais de semana -- mas são desconhecidos por quem não vive na cidade

Istock Photos

ColunaViagens

Belo Horizonte é uma metrópole tal como Rio de Janeiro e São Paulo: repleta de restaurantes, casas de shows, bares, praças, teatros, apresentações e monumentos, como o Museu de Artes e Ofícios, o Mercado Central, o Complexo da Pampulha, a Igreja de São Francisco de Assis e, para os fanáticos por futebol, o estádio do Mineirão. Segundo dados da prefeitura, é uma das capitais menos visitadas pelos turistas nacionais durante as estações quentes: a única exceção é durante o Carnaval, quando os mais de 30 blocos, escolas de samba e ensaios se espalham pelos seus bairros.

BH é conhecida também (e principalmente) pela culinária característica da região. Além de restaurantes tradicionais, a cidade é conhecida como a "capital nacional do boteco", título que faz referência à grande quantidade de bares.

"Turistar por Belo Horizonte é uma tarefa bem fácil: dá para aproveitar uma manhã de sol na Praça da Liberdade, por exemplo, que foi inspirada no jardim francês de Versalhes e cuja praça é rodeada por construções do século XIX e por construções modernas do estilo de Oscar Niemeyer. Depois, na parte da tarde, é bacana passar no centro para matar a fome em um dos botecos e bares do Mercado Central e, antes da noite cair, uma boa caminhada na Lagoa da Pampulha é fundamental para ver como a cidade respira", revela a estudante Clarissa Schneider, natural de BH, mas que vive em São Paulo há dois anos. "Com saudade de lá", adiciona.

Belo Horizonte, segundo ela, guarda também vários espaços naturais que, desconhecidos do grande público turístico, é adorado pelos habitantes locais. Com a ajuda dela, selecionamos cinco lugares verdes da capital mineira para aproveitar os últimos dias do verão.

Parque Lagoa do Nado
O nome já diz tudo: o parque na Zona Norte da cidade (Itapoã) é apenas uma moldura verde para a grande lagoa de 22 mil metros quadrados localizada no centro. Aos finais de semana, o local fica repleto de famílias que aproveitam o sol para praticar esportes, caminhar e interagir com os animais abrigados pelo parque. Geralmente, a prefeitura organiza eventos culturais e de lazer. Repleto de flores durante a primavera, ele chega a abastecer as floriculturas de BH durante a estação.

Parque das Mangabeiras
Tradicional reduto dos moradores de Belo Horizonte, o parque é como o Villa-Lobos para os paulistanos: não é o maior da cidade, mas se tornou um dos queridinhos nos últimos anos por causa da estrutura esportiva, das pistas de bicicleta e especialmente do complexo de skate, considerado um dos melhores da América Latina. Além disso, o parque possui várias espécies de quatis e jacus que participam dos piqueniques nos grandes bosques verdes.

Horto Florestal
Como quase toda capital brasileira (talvez mundial), Belo Horizonte também tem o seu Horto: administrado pelo Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o parque possui 600 mil metros quadrados de biomas, animais e vegetais. "Na última vez que eu fui lá vi vários macaquinhos, micos, gambás, teiús: é uma floresta no meio da cidade", conta Clarissa. Ao contrário dos outros parques, uma visita ao Horto ainda pode acabar em um passeio cultural, já que ali está o museu com exposições de paleontologia, arqueologia, botânica, física e química.

Campus da UFMG
Por falar na universidade mineira, ela oferece outro espaço verde para os moradores da cidade: o seu próprio campus da Pampulha, na região central de BH. Apesar do cotidiano intenso de estudantes, professores e funcionários, o local é repleto de praticantes de esportes, como corredores, ciclistas e skatistas e, aos finais de semana, também é frequentado pelas famílias da cidade. A Estação Ecológica do campus é um parque à parte, com trilhas e visitas guiadas para conhecer espécies de cerrado e mata atlântica.

Parque Renné Giannetti
Não tão imponente quanto os outros, o parque Renné Giannetti tem seu maior trunfo no fato de constar no plano original da cidade desde o início. Enfiado no coração da capital mineira, é um refúgio rápido para muitas pessoas que trabalham na região e podem descansar na hora do almoço ou querem respirar ar mais limpo antes de voltar pra casa. Há opções de brinquedos para crianças e aparelhos de academia para os mais velhos, além de animais (como as aves que cercam o lago) e pistas de corrida e bicicleta.

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix