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Terça-Feira, 11 de Outubro de 2016, 09h:51
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Com grande composição étnica, a divisão do Estado completa 39 anos

Reinaldo Azambuja foi eleito em 2015 como o 11º Governador de Mato Grosso do Sul

Edyelk dos Santos
Capital News

Mato Grosso do Sul completa nesta terça-feira (11) 39 anos de emancipação política desde o ano de 1977 quando o Estado de Mato Grosso foi separado após assinatura do então presidente da república na época, general Ernesto Geisel, e tem hoje 786.797 habitantes conforme dados divulgados pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com uma área de 8.092,951 km2.

Roberto Higa/Foto cedida

Mato Grosso do Sul completa 38 anos de emancipação política

Mato Grosso do Sul completa nesta terça-feira 39 anos de emancipação política

O atual governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) está no cargo desde o dia 1º de janeiro de 2015 e foi eleito o 11º governador desde a criação de Mato Grosso do Sul. Formado em Agropecuária, Reinaldo atua no desenvolvimento agrícola da região que é responsável pelo bom andamento da economia baseada na produção rural.

Deurico/Capital News

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Reinaldo Azambuja foi eleito o 11º governador de MS

 

Na sequência o governo ficou com os políticos: Ramez Tebet (1986-1987), Marcelo Miranda Soares (1987-1991), Pedro Pedrossian (1991-1994), Wilson Barbosa Martins (1995-1998), Zeca do PT (1999-2006), André Puccinelli (2007-2014), e o atual Reinaldo Azambuja que está no cargo desde 2015.

Harry Amorim Costa foi nomeado em 1978 para liderar a instalação do estado recém-criado. Costa foi demitido pelo então presidente João Baptista Figueiredo em junho de 1979. Já o primeiro governador eleito pela população foi Wilson Barbosa Martins em 15 de março de 1983 e esteve a frente do Estado até o dia 14 de maio de 1986.

MS tem o 6º maior rendimento médio mensal do País. Segundo tabela do IBGE, envolvendo pessoas de 10 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência e valor do rendimento médio mensal de trabalho, por indicativo de rendimento, sexo e número de trabalhos.

As migrações de contingentes oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal, Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e marcaram a fisionomia da região.

O estado é, ainda, o segundo do Brasil em número de habitantes ameríndios, de várias etnias, entre elas Atikum, Guarani [Kaiowá e Nhandéwa], Guató, Kadiwéu, Kamba, Kinikinawa, Ofaié, Terena, Xiquitano (Fundação Nacional do Índio, 2008).

O grande número de descendentes de ameríndios e de imigrantes paraguaios, que, em sua maioria, têm, como ancestrais, os índios guaranis, são dois fatores que contribuem para a alta porcentagem dos chamados "pardos" na população do estado de Mato Grosso do Sul.

Já a ascendência afro-brasileira desse grupo étnico não é tão numerosa quanto a indígena. A população indígena do estado totalizava, em 2008, 53 900 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A área mais povoada do antigo estado do Mato Grosso, com uma densidade demográfica bastante alta, era o planalto da Bacia do Rio Paraná, onde ocorrem solos de terra vermelha com topografia regular. Ao ser constituído, no final da década de 1970, Mato Grosso do Sul contava com uma densidade média de 3,9 habitantes por quilômetro quadrado - alguns municípios chegavam a ter mais de cinquenta habitantes por quilômetro quadrado-, em contraste com o norte, atual Mato Grosso, de menor densidade

Emancipação política

Arquivo Histórico de Campo Grande (ARCA)

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Mato Grosso foi separado após assinatura do presidente da república general Ernesto Geisel

A ideia de desmembrar o antigo sul de Mato Grosso contornou definitivamente o atual estado em 1975, com a tese Divisão político-administrativa do Mato Grosso, que a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) publicou, cujos dados basearam a campanha intensificada pelo desmembramento.

O presidente Ernesto Geisel comunicou que o governo federal decidiu sobre o assunto durante uma reunião com o governador José Garcia Neto, de MT, no dia 4 de maio de 1977. De acordo com o primeiro projeto de lei, o novo estado seria chamado de Campo Grande.

Quando o Congresso Nacional aprovou a lei e o presidente do Brasil sancionou, em 11 de outubro do mesmo ano, o nome do estado foi mudado para Mato Grosso do Sul. Foi decidido que a capital do novo estado seria Campo Grande.

 

Há dois motivos importantes que o governo federal invocou para dar duas justificativas ao novo estado a ser desmembrado:

- A grande extensão do estado de Mato Grosso não permitia que ele fosse eficazmente administrado;
- Os diferentes ambientes naturais distintos entre ambas as áreas, sendo que a vegetação de Mato Grosso do Sul é de campos, e cujas atividades econômicas são a agricultura e a pecuária, e Mato Grosso, entrando na Amazônia, uma região com uma quantidade pequena de população e de exploração, e com grande cobertura de árvores nativas da Floresta Amazônica.

De acordo com governo federal, a proposta era a promoção de desenvolver a região perante "projetos de impacto", que não se formaram, e, depois o primeiro plano foi reassumido pelas questões políticas.

Roberto Higa/Acervo Histórico MS

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Primeiro governador de MS, Harry Amorim assina termo de posse


A afirmação dada pela lei que constituiu Mato Grosso do Sul, desde 1º de janeiro de 1979, foi a de que o presidente do Brasil nomeou um interventor que governaria o novo estado. Naquela data, o presidente Ernesto Geisel investiu no cargo, em Brasília, o profissional da engenharia Harry Amorim Costa.

Naquela ocasião foi acentuado pelo presidente Ernesto Geisel que o fato de ser criado o Mato Grosso do Sul teve como significado "o reconhecimento de uma realidade econômica e social" e foi destacado no novo estado — então a 23ª unidade da federação brasileira — a "extraordinária vocação para o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial", devido acima de tudo dos solos férteis da região de Dourados e do grande potencial que o cerrado tem da agricultura.

Cortando o mandato do primeiro governador pelo primeiro ano, Marcelo Miranda Soares substituiu Harry Amorim. Quem demitiu Marcelo Miranda, por sua vez, já em 1980 foi o presidente do Brasil João Baptista Figueiredo. O substituto foi Pedro Pedrossian, "de modo a promover maior entrosamento e unidade política no estado, com vistas às eleições de 1982".

Contudo, nem o fato de substituir nem as verbas que o governo liberou, em 1981, foi a garantia de que o governo fosse vitorioso nas eleições de 1982.  Na ocasião foi eleito governador Wilson Barbosa Martins, ex-deputado federal cassado.

O governo de Wilson Martins enfatizou a industrialização, perante o fato de instituir os incentivos - um dos quais tem consistido na fixação de um prazo de três anos de carência para recolher o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICM) do estabelecimento das empresas industriais no estado até 1989.

Também foi atacado pelo novo governo a defesa do meio ambiente, quando teve o apoio em 1984 da Operação Pantanal 2, que a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema) organizou, com as Forças Armadas e as Polícias Civil e Militar ajudando.

O destino da operação era a repreensão dos "coureiros" que praticavam a caça ilegal no Pantanal. Martins se posicionou contrário ao fato de instalar mais seis destilarias de álcool na bacia hidrográfica do rio Paraguai: O governador considerava o projeto como ameaçador ao meio ambiente, pois foi previsto pelo então governador da época que fossem despejados de 15 milhões de litros de vinhoto diariamente nos rios.

Nos anos 1980, o governo instalou a primeira companhia da Polícia Florestal, que teve a incumbência de promover a redução das ações predatória  no Pantanal, área que empresas pesqueiras e caçadores depredaram. Também foi implantado o Grupo de Operações de Fronteira (GOF) para a repreensão do tráfico de drogas, além do contrabando e a caçar ilegalmente animais silvestres nos 400 km de fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.

Com o desenvolvimento do turismo ecológico, que o Pantanal propiciou, nos anos 1990 cresceram as perspectivas de desenvolver a economia, acima de tudo com o fato de decidir a conclusão das obras da Ferronorte, que daria permissão ao transporte ferroviário da produção agrícola em direção ao porto de Santos, no estado de São Paulo. Em 1997 o governo privatizou a Empresa Energética do Estado de Mato Grosso do Sul.

Economia

Bruno Chaves/Arquivo Capital News

Silvicultura, cultivos florestais, cultivo florestal, fábricas de celulose, produção de eucaliptos, eucalipto

MS tem o 6º maior rendimento médio mensal do País

A região onde Mato Grosso do Sul está localizado contribui muito para o seu desenvolvimento econômico, pois é vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos.

A principal área econômica do estado do Mato Grosso do Sul é a do planalto da Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.

Deurico/Capital News

Foto ilustrativa de vaca, gado, boi, pecuária, vacinação de gado

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Sua economia está baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infra-estrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil.

Quanto a sua pauta de exportações, o Mato Grosso do Sul se destacou na venda para o exterior de açúcar in natura (17,26%), soja (16,96%), carne bovina congelada (10,37%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,34%) e milho (9,99%)[36].

No estado, 44,77% da população residente compõe a população economicamente ativa. Quanto ao rendimento médio das pessoas de dez anos ou mais (1 366 871 habitantes), 55,85% (763 293 habitantes) têm, como renda média mensal, até um salário-mínimo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento de Mato Grosso do Sul, do total de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços arrecadado pelo estado, 52,7% provém do comércio, 23,7% da agropecuária, 17,2% de serviços e o restante vem da indústria.

A maior economia do estado é Campo Grande com um produto interno bruto de mais de 15,5 bilhões de reais em 2011, seguido de Dourados (4,340 bi de reais), Corumbá (3,6 bi de reais), Três Lagoas (3,12 bi de reais), Ponta Porã, Maracaju (mais de 1 bi cada), Nova Andradina e Naviraí (mais de 0,9 bi cada).

 

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