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Detentos da Capital trabalham na reciclagem de lixo advindos da construção civil

Diariamente são produzidas 1,3 toneladas de lixo na Capital. Desse total, 34,2 % advêm da construção civil

Alline Gois
Capital News

Divulgação/Assessoria

Detentos da Capital trabalham na reciclagem de lixo advindos da construção civil

Atualmente, 38% da população carcerária trabalha

 

As 1,3 mil toneladas de lixos produzidos diariamente em Campo Grande, 34,2% advêm da construção civil – uma média de 450 caçambas diárias com descartes de obras. Para dar um destino sustentável, este material está sendo reciclado por internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (COAIG). A ação é uma parceria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) com a Progremix Resilix.

Os custodiados da COAIG trabalham na separação e manufatura de materiais descartados na capital. Atualmente, 30 internos trabalham para a recicladora e recebem um salário mínimo mensal, além de redução de um dia de pena a cada três de serviços prestados, atendendo o que estabelece a Lei de Execução Penal (LEP).

O técnico em segurança no trabalho, Osvaldo Lopes, diz que os internos são disciplinados e trabalham bem em equipe. Ele ressalta que existe toda uma segurança que dificulta a evasão dos internos do local, bem como burlar os serviços. “O acesso é monitorado por câmeras e o controle de entrada e saídas é rigoroso. Além disso, só trabalham com os EPIs [Equipamentos de Proteção Individual, portando botas, luvas, capacetes e proteção auricular”, explica.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a parceria é uma das 145 estabelecidas entre a instituição e empresas, que garantem trabalho remunerado a internos nos 18 municípios onda a agência penitenciária possui unidades prisionais.

Para o interno Wander Robert Barrios, de 25 anos, o trabalho é um passo a mais para a liberdade. “Nunca tinha trabalhado, antes, a vida que eu conhecia era a do crime e das drogas. Hoje tenho outros horizontes e não quero isso mais para a minha vida. Vejo que o trabalho abre portas e a fé muda a forma da gente enxergar o mundo”, conta.

Descarte do Material
O material é descartado na empresa Progemix Resilixm. De acordo com o empresário Geneci Borges Alves, todo material é separado e destinado para reaproveitamento. A proposta é utilizar restos de obras para fabricação de telhas, blocos de cimentos, paves, entre outros materiais. “ É possível fazer praticamente todos os pré-moldados necessários a construção civil”, enfatiza.

A Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP) coordena os convênios de ocupação da mão de obra prisional, por meio da Divisão do trabalho da Agepen.  De acordo com o diretor-presidente, Aud de Oliveira, atualmente, 38% da população carcerária trabalha. No semiaberto, 70 % dos custodiados estão inseridos em atividades.

De acordo com o dirigente, em 10 anos, o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul ampliou em 117% o total de reeducandos trabalhando. “A nossa meta é continuarmos ampliando as parcerias para inserção desses apenados no mercado de trabalho, o que expande as possibilidades de reinserção social e a não reincidência no crime, que é o nosso objetivo principal”, finaliza o diretor-presidente.

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