Duas denúncias foram realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta sexta-feira (17), direcionadas a doze envolvidos em crimes contra os povos indígenas Guarani Kaiowá e Ñandeva em Mato Grosso do Sul.
Os acusados foram denunciados por formação de milícia privada, constrangimento ilegal, incêndio, sequestro e disparo de arma de fogo.
Os ataques foram cometidos no cone sul do estado, na região de fronteira com o Paraguai. Jagunços teriam sido contratados e financiados por proprietários rurais para violentar e ameaçar as comunidades. Oitivas, diligências, fotos, vídeos, buscas e apreensões comprovam a atuação dos milicianos. Como os processos ocorrem sob sigilo, o MPF ainda não divulgou a íntegra das denúncias.
Há oito meses, a Força Tarefa Avá Guarani, conduziu as investigações instituída pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, para apurar crimes contra as comunidades indígenas do estado. O ajuizamento das denúncias é a primeira de uma série de medidas a serem adotadas para combater o conflito armado na região.
Segundo o MPF, a Força Tarefa “é uma maneira de dar uma resposta efetiva aos milhares de indígenas vítimas de violência, que poderiam deixar de acreditar na Justiça por causa da impunidade”. Só nos últimos 10 anos, pelo menos um índio foi morto por ano em decorrência do conflito fundiário em Mato Grosso do Sul.
O grupo de procuradores também investigará o último assassinato, ocorrido terça-feira (14) em Caarapó.
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