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Envolvida em esquema de corrupção de Ladário tem habeas corpus concedido pelo TJMS

Desde a última quarta-feira (20),Eiza Nadila Bassoli é uma das quatro pessoas que tiveram mandados de prisão expedidos na operação Terra Branca II, do Gaeco, no município.

Flavia Andrade
Capital News

AndersonGallo/DiárioCorumbaense

Envolvida em esquema de corrupção de Ladário tem habeas corpus concedido pelo TJMS

Desde a última quarta-feira (20),Eiza Nadila Bassoli é uma das quatro pessoas que tiveram mandados de prisão expedidos na operação Terra Branca II, do Gaeco, no município.

 

Está em liberdade desde a última quarta-feira, 20 de março, Eiza Nadila Bassoli. Ela é uma das quatro pessoas que tiveram mandados de prisão expedidos a pedido da operação Terra Branca II, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrada no dia 25 de fevereiro, em Ladário. Todos os envolvidos trabalharam na gestão do prefeito afastado Carlos Anibal Ruso (PSDB), preso desde 26 de novembro de 2018, na primeira fase da operação.

 

O advogado de defesa Maarouf Fahd Maarouf informou ao Diário Corumbaense que o pedido de habeas corpus para Eiza Nadila Bassoli, foi concedido pelo desembargador Ruy Celso, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com Maarouf, “A defesa entrou com o pedido, que foi deferido pelo desembargador, uma vez que ela preenchia os requisitos, como ter residência fixa, bons antecedentes, ser ré primária e ter o ensino superior completo. Ela teria que ser mantida em cela especial, mas em Mato Grosso do Sul não temos nenhum presídio com cela especial para mulheres. O desembargador determinou medidas cautelares e ela terá que ir uma vez ao mês no Fórum, comprovar sua residência e continuar respondendo o processo em liberdade, podendo também exercer normalmente a profissão, que é de psicóloga”, afirma.

 

Eiza Nadila Bassoli, era servidora efetiva e titular da Assistência Social antes de Ruso ser preso. Dos quatro detidos junto com ela, foram presos Marilene Ribeiro de Souza, Walter Júnior Landiva Nunes e a ex-secretária de Assistência Social  e de Administração de Ladário, Andressa Paraquett, presa no Rio de Janeiro.

 

Segundo denúncia do Ministério Público, Andressa Paraquett, que era considerada "super secretária" do governo Ruso, era a chefe do esquema, "notadamente em razão de sua superioridade hierárquica aos demais. Continuou participando do esquema, já que Eiza assumiu a Secretaria de Assistência Social, como sua subordinada e sabedora de que continuaria com os desvios de recursos do erário". Ainda de acordo com as investigações, Paraquett foi a responsável por contratações ilegais de servidores e para essas pessoas, arquitetou o esquema de desvio de recursos do erário público, sendo revelado em reunião com os demais integrantes do grupo.

 

Ainda segundo a denúncia do MPE, "Eiza, quando assumiu a pasta, anuiu ao esquema e permitiu que ele continuasse, assinando juntamente com o responsável pela UGAF os procedimentos de compra direta/dispensa de licitação fraudados. Para a concretização da fraude, eram utilizadas pessoas sem vínculo com o Município, que forneciam dados pessoais e contas bancárias para trânsito dos recursos desviados, bem como eram falsificados documentos públicos, com inserção de informações falsas, notadamente os orçamentos apresentados e as informações e certidões de que os serviços tinham sido prestados", aponta.

 

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