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Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 09h:11
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Estado fértil e de boas oportunidades, Mato Grosso do Sul completa 40 anos

Quase 30% da população residente em Mato Grosso do Sul é natural de outros estados

Fernanda Freitas
Capital News

Roberto Higa/Foto cedida

Mato Grosso do Sul completa 38 anos de emancipação política

Carreata, confete e serpentina: virou Carnaval nas ruas de Campo Grande no dia da emancipação política

Hoje Mato Grosso do Sul completa 40 anos. Com o processo de divisão do estado do Mato Grosso em duas unidades federativas, ocorreu a fundação do nosso Estado, o Mato Grosso do Sul.

Arquivo Histórico de Campo Grande (ARCA)

Mato Grosso do Sul completa 38 anos de emancipação política

Mato Grosso foi separado após assinatura do presidente da república general Ernesto Geisel

 

Esse processo ocorreu no dia 11 de outubro de 1977 com a sanção presidencial de Ernesto Geisel, então comandante da ditadura militar que governava o Brasil desde 1964. A divisão em questão só foi concretizada efetivamente em 1º de janeiro de 1979.

 

A divisão de Mato Grosso em dois estados aconteceu devido a um processo demorado em que foram levados em consideração aspectos sócio-econômicos, políticos e culturais. Enquanto o Sul do estado tentava a divisão, o norte endurecia e barrava as intenções sulistas.

 

Desde então, a capital de Mato Grosso do Sul é Campo Grande e a de Mato Grosso, Cuiabá.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, Mato Grosso do Sul possui a 6° maior área territorial dentre as unidades federativas, com um total de 357.145,531 km² e é o sétimo estado menos populoso com 2.449.024 habitantes, segundo dados do último Censo Demográfico de 2010. O estado com o maior número de habitantes é São Paulo, com 41.262.199 habitantes. A população estimada em 2017 é de 2.713.147 habitantes.

Deurico/Capital News

Foto ilustrativa de pedestres no centro, comercio, vendas

Com grande composição étnica, a divisão do Estado completa 40 anos

 

Ainda de acordo com o IBGE, mais de 70% da população residente em Mato Grosso do Sul é natural do próprio estado. Cerca de 10,44% são naturais de São Paulo, 5,22% do Paraná, seguido de 1,46% de Minas Gerais e somente 1,36% de Mato Grosso.

 

Desde 2014, a estudante de jornalismo Priscila Gonçalves Ferreira, 28 e o esposo, Robson Ferreira, 30, residem em Campo Grande. O casal que é natural de São Paulo, vivia na Vila Matilde, zona leste da capital paulistana. Vieram para Campo Grande após receberam uma boa proposta de trabalho. “O primeiro ano foi bem difícil, pois além da distância da família, tivemos que nos acostumar com o clima que é bem mais quente, a cidade é pacata, calma comparada ao que estávamos acostumados, e principalmente o desafio de fazer novas amizades, pois o sul-mato-grossense em nossa opinião, é um pouco mais reservado, enquanto o paulistano é bem mais aberto” lembra.

Arquivo Pessoal

Sul-mato-grossenses ou não, cidadãos de MS declaram amor ao estado de coração

Priscila, o esposo Robson e a filha Isabella

 

Priscila conta que no começo não foi fácil a adaptação, mas que aos poucos eles se apegaram a Campo Grande e que hoje nutrem um forte amor por todo o Estado. “Aqui tudo é bonito, o clima é agradável e todos que visitam querem morar aqui. Chamamos MS de terra fértil, pois eu e meu marido tentamos engravidar por sete anos e assim que viemos para cá concebemos a nossa primeira filha, a Isabella, que está prestes a completar dois anos e eu estou grávida do Isaque, nossos dois sul-mato-grossenses”, brinca.

 

Já o bancário Telles Tenente, 31, natural de Bela Vista do Paraíso, Paraná veio para Mato Grosso do Sul ainda criança com os pais e a irmã. Telles conta que há 23 anos o pai dele, que tinha uma transportadora viu na cidade um excelente ponto de logística para o seu negócio. “Naquela época o Estado estava em processo de formação, de crescimento, e meus pais viram melhores oportunidades de formação profissional para mim e para a minha irmã. Os negócios do meu pai não tiveram um futuro conforme o esperado, todavia, eles logo encontraram outras atividades e resolveram criar raízes aqui por ainda acreditar e apostar no desenvolvimento do Estado” conta.

Arquivo Pessoal

Sul-mato-grossenses ou não, cidadãos de MS declaram amor ao estado de coração

Telles Tenente e sua esposa Ana Paula Gomes

 

Telles afirma que a família não pretende mais voltar para o estado de origem. “Não temos a intenção de voltar, nem eu, nem minha irmã, muito menos meus pais. Iniciamos a nossa vida profissional aqui e nos sentimos bem aqui, gostamos do Estado, de Campo Grande, aqui é maravilhoso”, declara o bancário que está casado há pouco mais de seis meses com uma sul-mato-grossense, natural de Dourados.

 

O músico Luis Henrique Ávila, natural de São Paulo conta que veio para Campo Grande em 1980. “Eu vivo no MS. É um bom lugar por conta da "tranquilidade" que acredito que nenhuma outra capital do Brasil tem, apesar da violência ter crescido, ainda é uma das capitais mais seguras do Brasil. Tenho ótimos amigos, mas não tenho aquele sentimento nativo, me considero mais um cidadão do mundo”, explica o músico que acredita faltar ações culturais no Estado.

 

“Faltam mais opções culturais. O estado é dominado pela cultura do sertanejo e, ao mesmo tempo, falta interesse do povo do MS de ir atrás de opções variadas. Às vezes tem espetáculos, peças de teatro de graça e o povo não vai, não se interessam. Temos poucos museus, faltam mais e melhores museus” opina o músico que acha que o Estado ainda tem muito o que melhorar.

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