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Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017, 08h:57
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Exposição “Totem” homenageia os 40 anos de MS com esculturas

Obras vão ficar expostas na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir de sábado

Flávio Brito
Capital News

Da série MS 40 anos, o artista plástico Higor Advenssude traz para Campo Grande a exposição “TOTEM”, composta por quatro esculturas com dimensões de 90x270cm, elaboradas em MDF laqueado sobre suporte de aço galvanizado. As obras serão expostas a céu aberto na Praça Ary Coelho, a partir de sábado (14).

Um totem pode ser um objeto, ou outra coisa qualquer, que seja cultuado como um símbolo ou como ancestral de uma coletividade. Neste caso, os totens criados por Higor receberam seus primeiros traços em 2006, quando ele projetou os cenários para o espetáculo “AnDanças”, do Grupo Camalote.

De acordo com a assessoria do artista, os totens criados naquela proposta  remetem à ancestralidade da formação do povo sul-mato-grossense, um caldeirão cultural que recebe contribuições de muitos povos: as essências da cultura andina que tomam conta do cotidiano na musicalidade, na alimentação, nos usos e costumes; o ser e o fazer ibéricos, transformados pelos migrantes de outros estados brasileiros e sedimentados em terras do oeste; as sonoridades e hábitos das fronteiras enraizados em nós, além das culturas nativas indígenas e de um Brasil caboclo que nos moldou para sermos quem hoje nos mostramos.

Depois de dez anos, ao retomar o projeto, as esculturas foram atualizadas pelo artista e aparecem interligadas pela força expressiva de suas formas geométricas e cores vivas em profusão, revelando iconografias, símbolos e referências históricas nas composições modulares e nas vigorosas expressões impregnadas de memórias, projetadas com uma estética que lembra a arte africana. 

Essas impressões colocam em evidência não só a memória histórica da formação do povo sul-mato-grossense, mas também nos fazem pensar sobre as culturas populares formadoras da nossa identidade como: musicalidade tradicional, costumes, alimentação, religiosidade, linguagem e outras coisas mais.

Portanto, são obras que permitem abrir o diálogo entre arte e memória, incentivam a relação entre homem e espaço, mas propiciam, principalmente, a oportunidade de nos reconhecermos na essência cultural daquilo que somos. O Estado de Mato Grosso do Sul ganha, assim, mais uma homenagem para comemorar os seus 40 anos de criação.

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