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Fronteira da Bolívia com Corumbá amanhece fechada

Integrantes de movimentos que são contra a reeleição do presidente Evo Morales protestam no País.

Flavia Andrade
Capital News

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Fronteira da Bolívia com Corumbá amanhece fechada

Integrantes de movimentos que são contra a reeleição do presidente Evo Morales protestam no País.

 

Na manhã desta terça-feira (09), a fronteira entre Corumbá e as cidades bolivianas de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, amanheceu fechada. Integrantes de movimentos que são contra a reeleição do presidente Evo Morales protestam desde à 00h, na ponte que liga os dois países.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Fronteira da Bolívia com Corumbá amanhece fechada

Presidente cívico da província de German Bush, Marcelito Moreira Silva, disse que o paro cívico é departamental e é por 24h, porém uma mobilização nacional não é descartada.

De acordo com o Diário Corumbaense, o presidente do comitê cívico de Puerto Quijarro e presidente cívico da província de German Bush, Marcelito Moreira Silva, disse que o paro cívico é departamental e é por 24h, porém uma mobilização nacional não é descartada. 

 

Marcelito Silva destacou ainda ao portal Diário Corumbaense, “Estamos realizando esse paro cívico, contra o presidente Evo Morales concorrer mais uma vez nas eleições que acontecem este ano. Aqui na fronteira ganhamos apoio de inúmeros setores, mas não está descartado um paro cívico nacional. Os presidentes dos comitês cívicos irão se reunir em Tarija, nos próximo dias, para decidir essa manifestação em toda a Bolívia. Eles não estão respeitando o voto de mais de 2 milhões de bolivianos que decidiram pela não candidatura de Evo no pleito deste ano ”, enfatiza.

 

O objetivo do protesto além de evitar a eleição de Evo Morales, também pede a renúncia dos membros do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), ou seja, juízes eleitorais, responsáveis em habilitar por mais uma vez, a candidatura de Evo Morales. Presidente Marcelito declara ao Diário Corumbaense que, “Eram sete, dois saíram e agora restam cinco membros do TSE, queremos a renúncia deles e da candidatura de Evo, pois isso fere a Constituição e o voto do povo, que não está sendo respeitado”, aponta.

 

O protesto na fronteira tem o apoio do setor de transporte, transporte pesado, setor cívico e parte da população boliviana da fronteira, “Como é um paro departamental, todas as cidades que fazem parte do departamento de Santa Cruz estão aderindo ao movimento hoje. A estrada Bioceânica, responsável em ligar a Bolívia com o Brasil, também está fechada em diferentes pontos”, diz Marcelito enfatizando que a Aduana está de portas fechadas na região de fronteira.

 

Presidente afirma ainda que, com a interdição, apenas é permitida a passagem a pé. Carros de passeio, veículos de grande porte (caminhões que descarregam cargas seja dos dois lados da fronteira) estão proibidos de cruzar a linha de fronteira nesta terça-feira.

 

Manifestações vem ocorrendo na Bolívia, desde fevereiro de 2016, quando a população rejeitou a possibilidade de reeleição indefinida durante um plebiscito, sendo que 51% dos que participaram da consulta popular rejeitaram alterar a Constituição boliviana, que estabelece limite de dois mandatos consecutivos para presidente, vice-presidente, governador e prefeito. Foram mais de 2,5 milhões de votos a favor da rejeição. 

 

A Justiça da Bolívia, mesmo diante da decisão popular, em 2017 decidiu acabar com o número mínimo de mandatos consecutivos no país, favorecendo mais um mandato do presidente Evo Morales, o que acabou causando revolta aos que são contrários ao presidente e até mesmo de alguns favoráveis, já que uma nova candidatura do atual representante boliviano fere a Constituição, conforme os manifestantes. 

 

O atual presidente da Bolívia, Evo Morales, segue em busca do seu quarto mandato e poderá se manter no poder do país vizinho por 19 anos. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 8 mil bolivianos vivem em cidades do Estado e desse total, em Corumbá, aproximadamente 4 mil habitam a região pantaneira. As eleições presidenciais no país andino acontecem em outubro deste ano

 

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