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Sexta-Feira, 15 de Março de 2019, 11h:53
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Homem matou adolescente a pedradas após descobrir que ela tinha Aids

Eles tiveram relações sexuais sem preservativo e discutiram após homem se negar a firmar relacionamento com a vítima

Caroline Carvalho
Capital News

Após ter relações sexuais sem proteção com a vítima e descobrir que ela era contaminada pelo vírus HIV, o pedreiro Felipe Castro de Souza, de 24 anos, a matou a pedradas no bairro jardim Tijuca, em Campo Grande. O crime ocorreu em maio do ano passado, e o réu passa por júri popular na manhã desta sexta-feira (15)

Caroline Carvalho/Capital News

Homem matou adolescente a pedradas após descobrir que ela tinha Aids

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Karoline Moraes Gomes, à época com 15 anos de idade, foi encontrada completamente nua em meio a um matagal no dia 29 de maio do ano passado. O suspeito foi preso preventivamente menos de um mês depois, no dia 6 de junho, e se encontra no Instituto Penal de Campo Grande desde então. 

 

Segundo a denúncia, o réu e a vítima estavam na casa de um amigo, no bairro Santa Emília, onde estavam ingerindo bebidas alcóolicas e fumando maconha. Por volta das 23h, eles saíram de bicicleta até uma mata, onde tiveram relações sexuais. Após o ato, o homem pegou uma pedra grande e desferiu dois golpes contra a cabeça da adolescente, matando-a. 

 

Defesa nega feminicídio 

Em depoimento no Tribunal do Júri, o acusado confessou o crime e disse que ‘perdeu o controle’ após a vítima contar que tinha Aids. A defesa alega, no entanto, que a confissão só veio após eles terem a relação sem preservativo e ele negar manter um relacionamento sério com a adolescente. “É como se ela dissesse, ‘você não quer ficar comigo, então você tá ferrado’”, narrou o advogado Willer Souza Alves Almeida. 

 

Segundo o réu, após a relação, a adolescente teria dito que tinha um namorado, mas que queria ‘largar’ dele para ficar com Felipe. No entanto, ele se negou, pois também possuía um relacionamento com uma mulher, que morava em Dourados, e só queria ‘ficar’ com a menina. Nesse momento, a adolescente se sentiu usada e tentou dar um tapa no homem, que a pegou pelo pescoço e a jogou no chão. 

 

“Aí foi na hora que ele disse que eu tava ferrado, que ela ia descobrir quem que era. E falou pra mim que tinha HIV. Aí eu perdi o controle mesmo. Tô doendo agora. Pensei em mim, pensei na Helena, pensei nessa doença aí. Foi tudo muito rápido. Com droga, bebida. Sem pensar no custo. Queria ter feito isso não”. 

 

Ele contou ainda que conhecia a vítima a cerca de três anos, e que já tinham ‘ficado’ algumas vezes anteriormente. Ele é acusado por homicídio doloso qualificado por meio cruel e feminicídio. No entanto, a defesa tenta tirar as qualificadoras pois alega que o réu agiu por intensa emoção por provocação da vítima, e não por menosprezo à sua condição de mulher. 

 

A acusação também declara que o homem estrangulou a adolescente antes de desferir os golpes com a pedra. A defesa, por sua vez, diz que ele apenas a empurrou segurando-a pelo pescoço, sem a intenção de impedir a respiração da vítima. Durante o depoimento, o réu não soube explicar porque a vítima estava despida quando encontrada, já que, segundo ele, ambos se vestiram novamente após a relação. 

 

Caso o júri acate os argumentos da defesa e classifique o caso como homicídio privilegiado, o réu pode ter a pena reduzida de um sexto a um terço, em relação ao homicídio simples.   

 

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