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Vereadores pretendem criar medidas para evitar contato entre populares e animais na Lagoa Maior

Discussão acontece após um jacaré devorar um cachorro próximo a lagoa

Gian Nascimento
Capital News

Reprodução

Vereadores pretendem criar medidas para evitar contato entre populares e animais na Lagoa Maior

Jacarés ficam expostos e em contato frequente com populares

Presença comum no principal cartão postal de Três Lagoas, os animais silvestres que habitam na Lagoa Maior é tema de debate na Câmara de Vereadores. Os parlamentares do município discutiram em encontro na última terça-feira (14) medidas que podem ser tomadas para se evitar o contato entre as pessoas que transitam no ponto turístico, capivaras e, principalmente, os jacarés que vivem na área.

 

O assunto tomou conta da cidade após um vídeo correr pelas redes sociais em que um jacaré devorava um cachorro próximo à avenida Aldair Rosa de Oliveira, ou seja, bem longe da área em torno da lagoa, onde o animal costuma ficar. Com várias solicitações da população, o vereador Rialino Medeiros de Araújo convocou uma reunião para debater medidas.

 

“Muitas pessoas nos procuram, a maioria querendo a retirada dos jacarés, ou sugerindo que a lagoa seja cercada. Tem muitas famílias frequentando o local, falta conscientização, pois muitos querem se aproximar demais dos jacarés. Mas sabemos que temos que discutir tudo com profundidade e tentar evitar que algo aconteça, o mais rápido possível”, avaliou Realino.

 

A situação já foi passada ao prefeito Angelo Guerreiro, que determinou uma discussão mais ampla sobre o assunto. O objetivo é retirar as capivaras e outros animais de toda a área, mas com medidas prioritárias para os jacarés. 

Divulgação/Câmara dos Vereadores

Vereadores pretendem criar medidas para evitar contato entre populares e animais na Lagoa Maior

Reunião discutiu formas de evitar a presença dos animais em meio aos visitantes da lagoa

 

Para isso, uma reunião entre o secretario municipal de Meio Ambiente e Agronegócios, Celso Yamaguti, e o setor de fauna silvestre do Instituto do Meio Ambiente de MS (Imasul), em Campo Grande, foi agendada na próxima semana para análise das possibilidades legais de atuação. Alguns vereadores deverão participar também.

 

Antes de qualquer modificação como a possibilidade de colocar cercas ou qualquer outra medida para separar o contato com os animais, uma audiência pública deverá ser convocada para que a universidade, os conselhos municipais e a sociedade civil participem das discussões e dos estudos. “Não vamos tomar decisões unilaterais, sem ouvir a sociedade”, garantiu Yamaguti.

 

Além dos risco de ataque, outra preocupação das autoridades é a transmissão de doenças como a febre maculosa, transmitida pelos carrapatos, que infestam as capivaras. “Tenho muita preocupação com isso, porque o carrapato fica na grama, onde as pessoas sentam. É uma doença que não tem cura”, informou.

 

Enquanto as medidas estão em análise legal, as autoridades alertam a população para evitar contato direto com os animais, principalmente os jacarés, que são da espécie papo amarelo, considerada bastante selvagem e ágil em uma situação de ataque.

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