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Domingo, 07 de Outubro de 2018, 19h:43
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"Venom" apresenta anti-herói genérico e desnecessário sem Homem-Aranha

Assim como o personagem, filme não é ruim, mas está longe de ser bom

Da redação
F.V.

Divulgação/Trailer

Venon

 Venom é o resultado da união de um repórter fracassado, Eddie Brock, com uma gosma alienígena que dá poderes

Muita coisa indicava que “Venom”, filme que chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (4), seria horroroso. Um trailer com falas duvidosas e efeitos questionáveis, a ausência do Homem-Aranha, maior inimigo do protagonista e, por fim, a classificação indicativa para maiores de 14 anos, uma pista de que os miolos e vísceras tão apreciados pelo anti-herói não poderiam ser totalmente explorados.

 

Considerando que tudo isso é uma realidade, o público tem pelo menos uma boa notícia, o filme é como seu personagem principal: não é tão ruim. Mas também está longe de ser bom.

 

Sem o super-herói, que justifica toda a origem do personagem nos quadrinhos da Marvel, a nova versão nos cinemas não consegue passar do genérico, mas tem carisma suficiente – herdada principalmente de Tom Hardy (“Dunkirk”), no papel principal – para não ser terrível, apenas desnecessária.

 

Gosma do espaço sideral

Assim como nos quadrinhos, Venom é o resultado da união de um repórter fracassado, Eddie Brock, com uma gosma alienígena que dá poderes sobre-humanos a hospedeiros, necessários para a sua sobrevivência. As semelhanças terminam por aí.

 

Nas HQs, o alien – chamado de simbionte – chega à Terra trazida pelo Homem-Aranha, que pensa se tratar apenas de um uniforme especial cheio de habilidades. Depois de ter sua natureza descoberta e ser expulso, o extraterrestre ressentido encontra em Brock, outro desafeto do cabeça-de-teia, um par perfeito.

 

No entanto, por causa da parceria que permitiu que a Marvel produzisse “Homem-Aranha: De volta ao lar” (2017), o herói não poderia aparecer no filme de seu vilão, produzido pela Sony, a primeira tentativa de criar um universo com personagens do Aranha – sem o próprio Aranha. É complicado, mas ajuda a entender quão desnecessária é a existência de “Venom”.

 

Mas como o filme resolve a ausência do Homem-Aranha?

Mal. Há uma explicação pseudo-científica envolvida, na qual os simbiontes precisam de hospedeiros compatíveis para sobreviver. Por sorte, Eddie é perfeito para Venom, e os dois evoluem de parasitado e parasita a melhores amigos sem grandes explicações.

 

No começo, o alien quer a destruição da humanidade. Dez minutos depois, quer salvá-la. Ao público resta apenas balançar a cabeça e rir das interações entre os dois seres que dividem o mesmo corpo.

 

Estes pelo menos são os melhores momentos do filme, que aproveitam muito bem a simbiose entre esses dois perdedores, como os próprios se definem, mesmo que para quem nunca leu os quadrinhos a relação não faça muito sentido.(*Com uinformações do G1)

 

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