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“Natasha”, série de TV produzida no MS, começa selecionar equipe e elenco

Produção busca atores e técnicos ligados à comunidade LGBT que terá destaque na trama

Rogério Vidmantas
De Dourados para o Capital News

Divulgação

“Natasha”, série de TV produzida no MS, começa selecionar equipe e elenco

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Três amigas atravessam o Mato Grosso do Sul para realizar o sonho de uma quarta, que não está mais entre elas por ter sido brutalmente assassinada. Esse é o ponto de partida para “Natasha”, série de TV que terá como cenário Dourados e outras cidades do Estado. O roteiro é assinado pelo jornalista e escritor Antony Magalhães e terá como pano de fundo o preconceito enfrentado pela comunidade LGBT em todos os níveis da sociedade. 

A produção da série será feita pela Plug Produções, de Dourados, e o projeto foi aprovado pela Ancine, no PRODAV 10, uma linha de produção para séries, a serem exibidas nas TV’s públicas de todo país.

A equipe técnica começou a ser formada com profissionais do MS e de outros Estados e em breve os testes de elenco serão realizados em Dourados e Campo Grande. A premissa do projeto é contratar atores que conheçam essa realidade, já que a temática da série é essa. “Não tem sentido fazer uma série com pegada de diversidade sem esses profissionais, queremos abrir portas, dar oportunidades a todos e sim, nossa preferência é por profissionais LGBT tanto na equipe técnica quanto no elenco”, afirma a produtora executiva, Ana Ostapenko.

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“Natasha”, série de TV produzida no MS, começa selecionar equipe e elenco

Antony Magalhães já escreveu os 13 episódios de Natasha

 

Para o autor, “Natasha” pode ir além de uma produção para TV. “É uma história sobre superação e resistência. Será um marco pro audiovisual do Estado e pra comunidade LGBT do Brasil todo. Uma série que aborda os problemas vivenciados pelas travestis, gays, transexuais e lésbicas. A violência, preconceito e a dificuldade em se conseguir um emprego ou ser aceito pela família”, explica Antony.

Os 13 episódios do que pode ser uma primeira temporada já foram escritos, com um gancho para uma possível sequência que ainda não está definida. “Isso vai depender da recepção da série. Mas pode rolar uma segunda temporada sim”, diz o autor.

Segundo Thiago Rotta, diretor de Natasha, a série vai ser mais do que apenas entreter. “O público pode esperar uma série que não vai ter medo de se posicionar, uma trama com emoção, com humor, divertida e o principalmente informativa. Esperamos que a comunidade LGBT se sinta representada pelos nossos personagens, e quem está longe desse universo se aproxime, ouça o que temos para dizer, deixe o preconceito desaparecer e que aprenda a amar o diferente, porque Natasha é isso, é amor, é respeito”, coloca.

A Série
Natasha é uma travesti que trabalha fazendo shows em boates por todo o Brasil. Após seu assassinato, suas amigas Nicole, Inês e Leona decidem participar de um concurso de drag queens que Natasha participaria. Elas conseguem uma Kombi emprestada, contratam uma motorista e decidem viajar do Mato Grosso do Sul até o Mato Grosso pra participar do concurso “Raio de Sol do Pantanal”. Em uma jornada de autoconhecimento elas são obrigadas a lidar com o preconceito e falta de conhecimento da sociedade, além das dificuldades de se pegar estrada sem dinheiro e sem saber o que as espera.

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