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Terça-Feira, 08 de Janeiro de 2019, 09h:11
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Consultoria coloca MS entre os estados que podem manter crescimento do PIB

Corte de gastos no orçamento do Estado deve interferir diretamente no resultado final do processo

Leonardo Barbosa
Capital News

Mario de Oliveira - Aprosoja/MS

Área plantada do milho com colheita avançada no Estado

Mato Grosso do Sul devem ser influenciados pela expectativa de safra recorde de soja em 2019

Levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada mostra que somente Mato Grosso do Sul e outros cinco estados (Pará, Roraima, Mato Grosso, Santa Catarina e Rondônia) serão capazes de manter o crescimento econômico e até mesmo superar o Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 2014 – quando o País entrou na pior recessão da história.

 

O desempenho, puxado pela iniciativa privada, deve dar um pouco de fôlego aos novos governadores, que terão de cortar gastos e reduzir a folha de pagamento para se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mato Grosso do Sul já está fazendo a lição de casa nesse ponto. O governador Reinaldo Azambuja determinou corte de 30% nas despesas com servidores comissionados, entre outros ajustes de gastos.

 

A Consultoria aponta que, no geral, quase todos os estados estão com as despesas de pessoal acima do limite de 60% e enfrentam dificuldade para pagar servidores. Mas, no caso de Mato Grosso do Sul, com crescimento maior da economia, a arrecadação tende a aumentar e dar ligeira folga aos cofres públicos.

 

Nos demais 20 Estados e no Distrito Federal, os novos governadores não terão o mesmo alívio. Pelo levantamento, eles terão crescimento abaixo da média nacional e não conseguirão voltar ao nível pré-crise. Alagoas, Maranhão e Sergipe são os que estão mais distantes do patamar de PIB registrado em 2014. “Em vários locais, esse nível só deverá ser alcançado em 2020 ou 2021”, diz o economista da Tendências, Adriano Pitoli, responsável pelo levantamento ‘Cenários Regionais 2019-2023’.

 

Ele explica que, no caso dos seis Estados, a economia foi impulsionada pelo bom desempenho do agronegócio, pela maior exposição ao mercado internacional e pela maturação de projetos de mineração, como o da Vale, no Pará. Há ainda aspectos inusitados que devem ter impacto no PIB, diz Pitoli. É o caso do crescimento do número de imigrantes venezuelanos em Roraima – que esteve sob intervenção federal até 31 de dezembro. “Mesmo que de forma atabalhoada, há um movimento maior da economia, com mais pessoas buscando ocupação e suporte do governo federal.”

 

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ser influenciados pela expectativa de safra recorde de soja em 2019. A agricultura também reforçará a economia de Rondônia. Em Santa Catarina, o dólar favorável vai ajudar a indústria de carne e metalurgia. 

 

 

Pelos dados da Tendências, em 2017 e 2018, esses Estados já tiveram um desempenho acima da média nacional. E devem continuar assim neste ano. Em termos regionais, o Norte terá o maior avanço do PIB em 2019 por causa da recuperação de algumas áreas, como a indústria eletroeletrônica do Amazonas muito sensível ao ciclo econômico. Junto com o Nordeste, a região foi uma das que mais sofreram com a recessão econômica.

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