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Contratações do FCO Empresarial têm alta de 1.050,4%, revela o Banco do Brasil

De janeiro a setembro deste ano foram liberados R$ 1,1 bilhão, 86% a mais na comparação com o mesmo período do ano anterior

Flavio Brito
Capital News

Fiems/Divulgação

Contratações do FCO Empresarial têm alta de 1.050,4%

Banco do Brasil fez a divulgação na Casa da Indústria

As contratações de linhas de crédito via FCO Empresarial cresceram 1.050,4% no período de um ano em Mato Grosso do Sul. O dado foi apresentado pelo superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Glaucio Zanettin Fernandes, durante palestra para empresários no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), na manhã desta segunda-feira (9).

Segundo o levantamento do Banco do Brasil, entre janeiro e setembro deste ano foram contratados R$ 463,6 milhões em créditos do FCO empresarial no Estado, um incremento de 1.050% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram contratados R$ 40,3 milhões. Também houve crescimento expressivo no desembolso destes mesmos recursos via FCO empresarial. De janeiro a setembro deste ano foram liberados R$ 1,1 bilhão, 86% a mais na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a instituição financeira liberou R$ 631,3 milhões para os empresários.

Promovido pela Fiems, Famasul, Fecomércio/MS, Faems, Amems, Sebrae/MS e Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o encontro serviu para mostrar ao setor produtivo de Mato Grosso do Sul que o FCO está mais célere e mais acessível para industriários, comerciantes e produtores rurais que buscam investir em seus empreendimentos.

Na avaliação do superintendente, os números refletem um novo posicionamento do Banco do Brasil em relação ao FCO, enquanto a economia do País passa por um momento mais favorável. “Os últimos meses foram de incerteza, o que gerou uma limitação quanto ao acesso ao crédito. Hoje, respeitando a governança e segurança necessária, o Banco do Brasil está facilitando e dando mais celeridade a aprovação das propostas apresentadas”, assegurou.
 
Entre as mudanças promovidas está o aumento do valor dos projetos cuja carta proposta não precisa ser apresentada, que subiu para R$ 1 milhão, e distribuição de 52 postos de revenda das linhas de crédito pelo Estado. O Banco também lançou um número de WhatsApp para aproximar os consultores dos empresários, o (67) 99205-2111, e ficam à disposição para tirar dúvidas e fazer simulações.
 
Expectativa
A expectativa do banco é encerrar 2017 com a liberação total dos R$ 2,3 bilhões disponíveis para o FCO e que Mato Grosso do Sul fique com pelo menos 20% deste montante. “O Estado é pujante no que diz respeito às contratações do FCO e, naturalmente, nos anos anteriores, acabou ficando com um bolo significativo dos recursos”, considerou o diretor nacional de agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes.
 
O diretor explica que, no momento, os R$ 2,3 bilhões estão sendo realocados entre os estados do Centro-Oeste e, ao mesmo tempo, entre o FCO Rural e FCO Empresarial. Inicialmente, o valor era distribuído igualitariamente entre as modalidades, o que pode variar conforme a demanda e aprovação dos projetos.
 
O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que presidente o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF-FCO), fez uma apresentação sobre o Fundo no Estado e ressaltou as oportunidades para os empresários. “São novos horizontes de desenvolvimento que, por meio desta linha de crédito do Banco do Brasil, o empresário pode ter acesso. O FCO é um fundo de financiamento que têm critérios, analisado por um conselho, e abre um leque de oportunidades para o desenvolvimento do Estado”, salientou.
 
Federações
Por esse motivo, afirma o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o empresariado deve se mobilizar para apresentar propostas e, desta forma, ter acesso aos recursos. “A indústria vem caminhando a passos largos e o FCO tem contribuído significativamente para isso. Precisamos evoluir, melhorar, dar mais agilidade aos processos para liberar esses recursos”, disse.
 
Presidente da Famasul, Mauricio Saito falou que o FCO é uma oportunidade para que o produtor rural adquira novas tecnologias e invista no aumento da produtividade de sua propriedade. “São investimentos dentro da sua propriedade, principalmente em armazenagem. Isso faz com que tenhamos no Estado um desenvolvimento cada vez maior em relação à produtividade. O produtor acredita no FCO, acredita no investimento necessário por parte das instituições financeiras e adere às novas tecnologias”, considerou.
 
O presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, destacou que de nada adianta a desburocratização dos procedimentos do FCO se o empresário não aproveitar as oportunidades. “É preciso um engajamento do empresário, que apresente seus projetos e não desista no primeiro não”, ponderou.
 
Superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça acrescentou que consultores da instituição estão à disposição para tirar dúvidas dos pequenos empresários. “O Banco do Brasil vem tentando democratizar e desburocratizar o acesso ao crédito, e isso gera renda, gera ICMS e contribui para o desenvolvimento do nosso Estado”, disse.
 
Presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo acrescentou a importância de realizar eventos para apresentar ao empresário oportunidades de crédito. “O Banco do Brasil vem sendo parceiro na criação de oportunidades, acabando com a burocracia e facilitando o acesso a financiamentos”, disse. 
 
Representando a Assembleia Legislativa no evento, o presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Casa, deputado Paulo Correa, destacou que as entidades representativas do setor produtivo no Estado vêm desempenhando um papel fundamental na disseminação de oportunidades. “Demonstra a preocupação de não só dar publicidade às coisas boas para o setor empresarial. Acho importante que o setor saiba o que está sendo feito pelas federações para que possa vir dinheiro do FCO para o nosso Estado, um esforço é louvável”, disse.
 
Empresários
Entre os empresários presentes, o evento foi importante para desmistificar o FCO e demonstrar que é possível ter acesso aos recursos do fundo. “Achei muito interessante porque pude me informar sobre dados que até então não conhecia sobre o FCO e o que é interessante para aplicar na empresa. Vou aproveitar os técnicos aqui para tirar algumas dúvidas e definir como proceder”, comemorou o empresário Antônio Pereira, da empresa Uma Questão Cursinho e Simulado.
 
Ana Paula Martone, da empresa Cozinha Proteica, conta que os negócios estão evoluindo e precisa de recursos para conseguir ampliar os investimentos. “Tenho tido uma procura muito grande e minha empresa é bem caseira, então tenho de acompanhar essa demanda de procura pelos meus produtos. Para isso, vou precisar investir em novos equipamentos e até em mudança da sede, então vou precisar desse capital. Essa palestra do Banco do Brasil era o que eu precisava”, disse.
 
Waltencyr Coelho ressaltou a aproximação das federações com o Banco do Brasil. Estou muito satisfeito com essa aproximação das federações e do Banco do Brasil com os empresários porque muitas vezes nós ficamos receosos para buscar essas informações. Eu mesmo, que sou de uma empresa familiar, às vezes acho que esse tipo de financiamento exige uma burocracia muito grande e, com a apresentação de hoje, percebo que é possível sim ter acesso”, finalizou.

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