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Inflação de Campo Grande no mês de agosto é a menor em 12 anos

IPC-CG de agosto teve alta de 0,15% e custo de vida na Capital subiu 1,16% em 2017

Flávio Brito
Capital News

Divulgação/ECB

IBGE: inflação sobe 0,47% para as famílias de menor renda

Quedas de preço no grupo alimentação seguram a inflação

 A elevação nos custos dos combustíveis – gasolina e etanol – e da energia elétrica impediram que o índice de inflação mantivesse a sequência de quedas registradas nos últimos dois meses.

 

De acordo com as informações divulgadas pela Uniderp, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC-CG) fechou o mês de agosto em 0,15%, calculado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes).

 

Ainda assim, o comparativo da série histórica dos meses de agosto, é a menor taxa desde 2005, quando atingiu deflação de -0,37%. Em julho, a inflação ficou em -0,27%.

No comparativo da série histórica dos meses de agosto, é a menor taxa desde 2005, quando atingiu deflação de -0,37%. Em julho, a inflação ficou em -0,27%. Toda vez que preços como o dos combustíveis sobem, os efeitos são sentidos em toda cadeia produtiva, desde a produção até o transporte e revenda para o consumidor. A energia elétrica registrou inflação de 2,03% no mês passado.  A gasolina teve alta 4,26% e o etanol teve alta de 4,15%.

O peso para o bolso do consumidor campo-grandense só não foi maior por conta do grupo Alimentação, que teve deflação, principalmente, em virtude das quedas de preços da carne bovina. “A expectativa para os próximos meses é que a inflação continue em patamares bem baixos, propiciando a baixa dos juros e a retomada do crescimento econômico pelo país”, afirma o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, na capital de Mato Grosso do Sul, é de 2,36%, índice abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. No período, o maior índice em relação aos grupos é do Vestuário, com 12,01%, seguido de Transportes e Habitação, com inflações acumuladas de 4,36% e 5,68%, respectivamente.

No acumulado de 2017, ou seja, em oito meses, a inflação registrada saiu de 1,01% para 1,16%, taxa ainda baixa quando comparada com o mesmo período de anos anteriores, só perdendo para o ano de 2006, quando o acumulado até agosto foi de 1,06%. A maior inflação no período foi com Vestuário: 6,99%. Já o grupo Despesas Pessoais, se destaca pela taxa negativa de -2,81%, o que ajudou a conter a inflação em Campo Grande. “A Alimentação também está tendo uma grande contribuição neste ano para frear a inflação, com um índice acumulado de -3,58%”, esclarece Celso.

Segmentos
O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou alta de 0,42%, motivado, principalmente, pelos aumentos em eletrodomésticos e nas contas de energia elétrica, com a mudança da bandeira tarifária para vermelha.

Repetindo comportamentos dos últimos três meses, o grupo Alimentação apresentou queda e fechou agosto com -1,04%. As maiores altas de preços ocorreram com: limão (55,97%), pimentão (28,72%), abóbora (18,32%), entre outros. Fortes quedas de preços foram registradas com: couve-flor (-22,74%), costela bovina (-14,70%), tomate (-14,24%), entre outros.

Queda de preços também foi constata com a carne vermelha bovina. Treze dos 15 cortes pesquisados pelo Nepes da Uniderp apresentaram reduções. São eles: costela (-14,70%), patinho (-11,71%), alcatra (-8,87%), fígado (-6,20%), lagarto (-5,72%), filé mignon (-4,90%), peito (-4,35%), coxão mole (-4,11%), picanha (-3,94%), paleta (-2,66%), cupim (-2,58%), acém (-2,34%) e músculo (-0,89%). Aumentaram de preços, as vísceras de boi (2,66%) e contrafilé (1,80%).

Quanto aos cortes de carne suína, tiveram alta a costeleta (3,91%) e o pernil (2,16%); já a bisteca baixou 3,60%. A carne de frango congelada também teve queda de 1,92%, bem como os miúdos de frango, que caiu 0,42%.

Diferente da Alimentação, o grupo Transportes apresentou uma forte inflação em seu índice: 1,16%. Entre os principais motivos está o aumento nos preços dos combustíveis, como a gasolina (4,26%) e etanol (4,15%). As passagens de ônibus intermunicipal e interestadual também subiram 7,90% e 6,31%, respectivamente. Não ocorreu nenhuma queda de preço nesse grupo.

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