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Quinta-Feira, 12 de Julho de 2018, 13h:58
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Produtores de borracha do Estado pedem a redução do ICMS para o setor

Florestas de seringueiras plantadas no Estado alcançam até R$ 660 mi em valor de mercado

Flávio Brito
Capital News

A Fiems, Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Assembleia Legislativa e Aprobat (Associação dos Produtores de Borracha de Aparecida do Taboado e Região) alinharam, durante reunião realizada ontem (11), no Sindicato Rural de Aparecida do Taboado, um projeto para estruturar a cadeia produtiva da borracha em Mato Grosso do Sul.  De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Aparecida do Taboado, Eduardo Antônio Sanches, que também é presidente da Aprobat, a atividade está em expansão na Costa Leste do Estado, mas tem esbarrado na concorrência com outros Estados.

 

 “Pedimos a redução do ICMS (Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços) sobre o produto, que hoje é de 12% e inviabiliza a competitividade com estados vizinhos. Além disso, defendemos a manutenção do imposto sobre importação do produto pela Letec/Camex (Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior), porque perdemos espaço para o mercado asiático”, comentou.

 

O secretário Jaime Verruck explicou que Mato Grosso do Sul tem 21 mil hectares de seringueira plantados e, atualmente, 15% desse total já iniciou a produção do látex, que é a fase da sangria. “A gente entende que existe no Estado espaço para buscar a indústria para fazer o beneficiamento primário, mas a gente percebe que precisa haver uma estruturação desta cadeia produtiva”, ressaltou.

 

Para o presidente da Associação Industrial de Aparecida do Taboado, Faber Lalucci, o projeto busca desenvolver as duas pontas da cadeia produtiva. “Começa com o levantamento da produção, que hoje está em 15% do total plantado, e vai até a industrialização. Acredito que a partir desse projeto, conseguiremos atrair indústrias de beneficiamento do látex para o nosso Estado, desenvolvendo ainda mais a região”, finalizou.

 

Atualmente, Mato Grosso do Sul tem mais de 11 milhões de seringueiras plantadas em 21 mil hectares, de acordo com dados do Sindicato Rural de Aparecida do Taboado, e, considerando que cada árvore custa R$ 60, o Estado tem floresta avaliada em R$ 660 milhões. O município de Cassilândia detém 67,29% do setor no Estado, com 7,4 milhões de árvores e 13 mil hectares, enquanto Aparecida do Taboado aparece em 2º no ranking dos municípios com 16,43% de participação, com 1,8 milhão de árvores em 3,8 mil hectares.

 

O município de Inocência tem 4,2% da produção estadual, com 474 mil árvores e, apesar de a maioria da produção estar localizada na Costa Leste do Estado, ainda há registro de seringueiras em Bataguassu, Paranaíba, Três Lagoas, Camapuã, Chapadão do Sul, Paraíso das Águas e Figueirão. O Estado ainda tem 1.300 hectares de seringueiras em reservas legais.

 

Estudo de georreferenciamento 

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o Estado tem um potencial muito grande para a produção da borracha, mas tem sido notada uma certa estagnação na atividade. “Notamos a falta de um projeto específico da cadeia, então decidimos que vamos escrever um projeto que vai nos permitir discutir o setor como um todo, desde a produção, a primeira fase da colheita, que é o produto semiacabado, e depois o último processo, que é a industrialização da borracha”, explicou.

 

Ele acrescentou que a Semagro, por meio do secretário Jaime Verruck, já se comprometeu a realizar um estudo de georreferenciamento que será apresentado dentro de 30 dias com o levantamento de toda a área de produção para definir o cronograma do projeto, que será encaminhado à Assembleia Legislativa com apoio do deputado estadual Paulo Corrêa, que é presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Casa de Leis.

 

 “A partir daí, teremos em Mato Grosso do Sul teremos realmente um projeto de fomento ao desenvolvimento desse segmento importante, que é a produção de borracha. Eu entendo que termos esse projeto vai permitir que investidores tenham um conhecimento maior, tenham segurança jurídica para investir e possam conhecer a cadeia como um todo”, completou Sérgio Longen.

 

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