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Senai investe em projeto para substituir energia em estabelecimentos do MS

“Sistemas Fotovoltaicos” envolve parceira da entidade com Famasul, Faems, Amas, Sebrae/MS e Banco do Brasil

Danilo Galvão
Capital News

Divulgação/Fiems

Senai investe em projeto para substituir energia em estabelecimentos do MS

Instituições apostam na "informação" como ferramenta para convencer a troca de fonte de energia

Com o objetivo de guinar o Mato Grosso do Sul para um caminho sustentável e de menor custo de produção, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) realiza o projeto “Sistemas Fotovoltaicos”. A iniciativa, lançada oficialmente nesta semana, propõe a sustituição em larga escala de energia elétrica por solar, conta com a parceria da Famasul ( Federtação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Faems (Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado), Amas/MS (Associação Sul-mato-grossense de Supermercados), Sebrae e do Banco do Brasil. 

Além da oferta de redução de gastos com custeio, e o benecício ambiental da alternativa, o presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen ressalta sobre o potencial de conscientização do projeto quanto a utilização do sistema fotovoltaico no Estado.

“A conta de energia está cada vez mais cara para a população, então é preciso analisar as alternativas que temos à disposição. A geração de energia solar é uma delas e transformá-la em produção de energia fotovoltaica para atender empresas industriais, fazendas e residências representa, acima de tudo, uma oportunidade de negócios. Por isso, é importante mostrar para a sociedade de que forma nós podemos utilizar o painel fotovoltaico”, citou Longen na solenidade promovida pelo Senai, na noite da segunda-feira para lançamento oficial do projeto.

Representando o Governo do Estado no evento,  o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, destacou também a importância dessa ação do Senai, e parceiros, em resolver dúvidas de quem pretende investir em energia solar no Estado, seja alguém do setor industrial, comércio, microempresário, ou mesmo o consumidor residencial de energia elétrica.

“É exatamente este caminho que buscamos, o da sustentabilidade”, enfatizou.

Convite à viabilidade
De acordo com o Diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, o “Sistemas Fotovoltaicos” surge para quebra o mito de que a substituição de fonte de energia seja algo possível e restrito apenas a grandes empresas. “Possuímos uma solução que é aderente aos anseios da sociedade, inclusive os consumidores residenciais, basta verificar, em uma simulação simples, que existe uma viabilidade de investimento, e que ele se paga em pouco tempo”, pontuou no lançamento do projeto.

Para empresários, o projeto pode ser financiado via FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-oeste), linha de crédito do Banco do Brasil, enquanto pessoas físicas podem contrair financiamentos comuns para custear a instalação das placas solares, em qualquer instituição financeira, acrescentou Mangialardo, que percorrerá 20 municípios do Estado, até o final de outubro, para disseminar o projeto.
 
O superintendente-regional do Banco do Brasil, Glaucio Zanettin, afirma que, no âmbito do FCO, as taxas do financiamento variam de 6 a 8% ao ano, e o prazo de pagamento é de até 12 anos, com até três de carência. “É um investimento cuja média de retorno é de sete anos, mas a redução na conta de luz é imediata e o investimento acaba sendo pago automaticamente pelo dinheiro economizado com o corte de custos. É uma excelente oportunidade de investimento.

O Sebrae/MS, via programa SebraeTEC, por sua vez, visa incentivar a adesão de micro e pequenos empresários ao projeto, explicou o superintendente Claudio Mendonça, completando que o Sebrae subsidia até 80% da consultoria do Senai, além de facilitar o pagamento dos 20% restantes, via cartão de crédito. “Fizemos questão de participar deste projeto porque queremos incluir o pequeno empresário neste processo, tanto o rural quanto o urbano. Para um investimento que se paga em cerca de sete anos, enquanto uma placa de energia solar tem vida útil de 25 a 30 anos, não há dúvidas de que é muito vantajoso”, salienta.

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