O Ministério da Educação (MEC) decidiu recolher das escolas o livro “Enquanto o sono não vem”, distribuídos pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), para alunos das séries iniciais do ensino fundamental das escolas públicas.
A decisão do ministro Mendonça Filho (DEM) de retirar os 93 mil exemplares da obra, foi tomada com base em parecer técnico elaborado pela Secretaria de Educação Básica (SEB), que considerou o livro inadequado para crianças de sete a oito anos do ensino fundamental, pela abordagem do tema incesto.
O conto "A triste história de Eredegalda" trata do desejo de um rei em casar com a mais bonita de suas três filhas. Diante da negativa, a menina é castigada e termina morrendo de sede. A partir dos questionamentos feitos por professores e pais de alunos em todo o país acerca desse conteúdo, o ministro Mendonça Filho solicitou pareceres técnicos da SEB e do Conjur.
Selecionado no processo PNLD/PNAIC em 2014, o livro havia sido avaliado e aprovado pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, instituição referência nas áreas de alfabetização e literatura no país.
Após a análise, a SEB recomendou a retirada dos livros, alegando que o texto deve não somente ser adequado às competências linguísticas e textuais do estudante, mas também à sua experiência de vida e aos sentidos que o livro irá produzir no leitor.
“as crianças no ciclo de alfabetização, por serem leitores em formação e com vivências limitadas, ainda não adquiriram autonomia, maturidade e senso crítico para problematizar determinados temas com alta densidade, como é o caso da história em questão”, afirma o parecer.


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