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ENTREVISTA
Sexta-Feira, 30 de Setembro de 2016, 17h:00
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Em entrevista Athayde Nery diz que se comprometerá com a honestidade se for eleito

Athayde ajudou na criação do Sindicato Estadual dos Servidores do Poder Judiciário

Edyelk dos Santos e Juliana Brum
Capital News

Deurico/Capital News

Athayde Nery

Athayde Nery

 

O jornal Capital News deu início nesta semana a uma série de entrevistas com candidatos à prefeitura de Campo Grande. As entrevistas são compostas pelo perfil de cada candidato e suas ideias em relação aos principais temas ligados à administração municipal.

Athayde Nery é advogado e nasceu na cidade de Três Lagoas no dia 20 de outubro de 1964. Filho de pantaneiros, tem cinco irmãos, é casado com a psicóloga Tânia Maura Barbosa e pai de três filhos: Larissa, de 29 anos, Athayde Neto, de 24, e Rafael, o caçula, que tem 11 anos.

Tendo ingressado no curso de Direito da Sociedade de Ensino da Grande Dourados (Socigran), formou-se em Campo Grande, na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) no ano de 1999. Por conta do trabalho de seu pai, o magistrado Athayde Nery de Freitas, a família morou na cidade de Cáceres, em Mato Grosso e também nos municípios de Corumbá e em Ponta Porã.

Capital News - Porque você quer ser prefeito de Campo Grande?

 

 

 

Até o fechamento desta edição, o candidato não enviou vídeo contendo algumas respostas da entrevista.


Athayde Nery - O que está em jogo é uma escolha muito entre as velhas formas de governar e um novo modelo de gestão. De um lado: autoritarismo, corrupção e ineficiência. Do outro: horizontalidade na gestão, honestidade e boas práticas governamentais. É muito fácil oferecer à população soluções mágicas para a saúde, para a educação, para o transporte público. Não existem soluções mágicas. O que se pode prometer, de fato, é honestidade no trato da coisa pública, modernidade na gestão e, principalmente, a criação de mecanismos que envolvam toda a sociedade no desafio de gerir uma cidade como Campo Grande. Portanto, diria que o setor prioritário no nosso governo é o convencimento de que é impossível governar sozinho. Para fazer frente aos graves problemas pelos quais já passamos e passaremos nos próximos anos, será imperativo aproximar o poder público do restante da sociedade. Só assim construiremos uma cidade mais transparente em suas ações, eficiente em suas obrigações, rápida em seus serviços e participativa em seus espaços de decisão.

CN - Qual é a visão que você tem da Capital hoje e o que faria diferente para colocá-la em ordem?


Athayde Nery - Só passaremos o Brasil a limpo enfrentando esse modelo carcomido, ultrapassado, centralizador, personalista e autoritário. É preciso que escolhamos outro modelo, descentralizador, de gestão compartilhada e onde o cidadão seja também um gestor. É isso que propomos, e para tanto nos baseamos em quatro pilares básicos: transparência, para combater a corrupção; eficiência, para ter planejamento de curto, médio e longo prazo; rapidez, para ter resolutividade; e a sua participação.
No nosso governo esta participação se dará em todos os âmbitos, e especialmente por meio das Prefeituras Regionais nas setes regiões da cidade. O conceito de Prefeituras Regionais não é o mesmo dos modelos de Subprefeituras, que são apenas centros administrativos. A ideia é que estes sejam espaços de fomento da cidadania, com a participação da sociedade civil, Associações de Moradores, Associações de Pais e Mestres, Clubes de Mães, Conselhos Regionais, comércio, profissionais da educação, da saúde, jovens etc. Ao lado da Prefeitura, estas representações sociais podem apontar as prioridades para a gestão.


O melhor é que as Prefeituras Regionais vão custar apenas o tempo do prefeito – que estará nestes locais uma vez por mês com seu secretariado. Não há necessidade de um espaço físico, podemos usar as estruturas ociosas da Prefeitura, escolas, postos de saúde, empresas e praças.

CN - Eleito qual é as suas 3 prioridade da sua gestão?


Athayde Nery - São quatro prioridades. Transparência, eficiência, rapidez e participação popular. Transparência para que as pessoas se apropriem do orçamento da Prefeitura, saibam exatamente quanto há de recursos e ajudem a elencar as prioridades. Eficiência para que tenhamos um planejamento de curto, médio e longo prazo. Rapidez, para que a cidade tenha continuidade em seus processos administrativos, para que a Dona Maria chegue no Posto de Saúde e encontre o básico para seu atendimento. E, finalmente, a participação da sociedade, sem a qual nenhum gestor público dará conta de fazer frente aos graves problemas de uma cidade de um milhão de habitantes. Estas quatro prioridades, no entanto, exigem uma mudança de rumo no modelo de gestão.

CN - Como seria sua relação com a Câmara de vereadores?


Athayde Nery - Mais do que um bom gestor, Campo Grande precisa de um bom articulador. Um bom gestor precisa ter a capacidade de conversar com todos, de criar pontes entre as pessoas e instituições, de ser um facilitador para o desenvolvimento social e econômico. Não há mais espaço para os destruidores de pontes, para os salvadores da pátria, para os políticos de plástico. Campo Grande pede um prefeito antenado com as novas formas de governar, pronto a implementar uma gestão democrática e moderna. Sendo assim, minha relação com a Câmara será a melhor possível, assim como com as demais instituições da sociedade civil e do poder público.

 

CN - Qual a sua opinião sobre cargos e salários de comissionados?


Athayde Nery - É preciso valorizar os funcionários de carreira. Os governos passam, mas o funcionalismo fica. Por isso, vamos apostar na qualificação destes quadros, na sua constante valorização. O funcionalismo público é o sangue da Prefeitura. Não é possível governar sem estes profissionais.

CN - O que o Senhor acha da queda da Dilma ? E o que o senhor espera do Governo Temer?


Athayde Nery - O Brasil está sendo passado a limpo. Uma presidente caiu, um senador da república foi preso e um presidente da Câmara casado. Não só a queda da Dilma como todos os demais escândalos que culminaram com este novo Brasil que se avizinha foram traumáticos para o país. É preciso, a partir destas eleições, recomeçar com uma nova forma de fazer política. É o que o OS propõe.  Sobre Temer, espero que consiga fazer frente aos desafios que se impõe ao país. Não será uma tarefa fácil.

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