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ENTREVISTA
Quinta-Feira, 29 de Setembro de 2016, 09h:11
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Em entrevista Lauro Davi afirmou que se dedicará ao desenvolvimento local

Lauro é ex-deputado estadual e foi presidente da CASSEMS por 10 anos

Edyelk dos Santos e Juliana Brum
Capital News

Deurico/Arquivo Capital News

Lauro Davi

Lauro Davi é ex-deputado estadual e foi presidente da CASSEMS por 10 anos

 

O jornal Capital News deu início nesta semana a uma série de entrevistas com candidatos à prefeitura de Campo Grande. As entrevistas são compostas pelo perfil de cada candidato e suas ideias em relação aos principais temas ligados à administração municipal.

Lauro Davi, 59 anos, nasceu em Santo Anastácio, São Paulo, pai de quatro filhos. Licenciado em pedagogia, advogado, aposentado pela UEMS, trabalhou por 10 anos na Unigran de Dourados, no movimento sindical dos professores do Estado e do Sindicato Municipal de Dourados. É ex-deputado estadual e foi presidente da CASSEMS por 10 anos.

Capital News - Porque você quer ser prefeito de Campo Grande?


Lauro Davi - Na verdade, eu pretendo ser prefeito de Campo Grande por entender que essa Capital precisa ser tratada com mais carinho, mais competência e com uma gestão séria. Campo Grande vive há muitos anos, especialmente nestes últimos, uma turbulência política partidária, que tem trazido sérias preocupações tanto para sociedade, como sérias consequências financeiras, de desenvolvimento, enfim, em todos os setores. Nossa experiência em gestão, nossa experiência de vida e nossa conduta nos dá as condições de fazer de Campo Grande uma cidade mais pujante, mais progressista, mais humana e mais prospera. Portanto, não recusei o chamamento daqueles que entenderam que nossa Capital precisa avançar em todas as áreas. Me proponho a ser prefeito, para colocar Campo Grande como uma das melhores capitais desse país.

 

CN - Qual é a visão que você tem da Capital hoje e o que faria diferente para coloca-la em ordem?


Lauro Davi - Campo Grande é uma das poucas capitais do país que ainda oferecem oportunidades de negócio, acesso a moradia com qualidade de vida, mas que ainda necessita de um plano emergencial de infraestrutura e melhorias. Teve seu crescimento muito rápido, o que fez com que nessas últimas três décadas as melhorias não conseguissem acompanhar seu crescimento horizontal. Mesmo assim é uma capital com bons índices de comércio, serviço e oportunidades, só necessita de uma gestão focada no desenvolvimento local para se poder adapta-la às demandas de mercado de trabalho, de consumo, de educação de qualidade, de garantia de acesso à saúde, de reordenamento de trafego, de maior segurança e difusão da sua cultura.

CN - Eleito qual é as suas 3 prioridade da sua gestão?


Lauro Davi - A partir do dia 2 de janeiro, eleito prefeito de Campo Grande nós tomaremos as medidas necessárias para resolver os problemas cruciais que afetam a população de Campo Grande hoje. Eu tenho negado em toda a campanha que o principal é resolvermos. Começarmos um trabalho sério e ardo para darmos a Campo Grande uma assistência à saúde de qualidade, como já o fizemos em outros órgãos. O segundo aspecto, é que precisamos urgentemente buscar o desenvolvimento dessa cidade através do incentivo, do fomento do nosso comércio, nossa indústria, especialmente da pequena e média indústria e o pequeno e médio comércio para que possamos gerar emprego e desenvolvimento.


O terceiro ponto é que precisamos buscar uma solução imediata tanto para as questões da qualidade da educação que nós temos no município, quanto para ofertas de vagas e escolas suficientes para toda a população da unidade escolar. Nós temos também que, imediatamente, buscarmos uma solução para melhorar o trânsito na nossa cidade. A mobilidade urbana da nossa cidade tem atravancado, tem trazido não só preocupações como consequências no seu desenvolvimento. Não podemos ter mais uma capital que tenha dificuldade tanto no transporte como na sua malha viária. Que o trabalhador possa chegar ao trabalho e em casa com tranquilidade e sossego.

CN - Como seria sua relação com a Câmara de vereadores?


Lauro Davi - Seria uma relação dentro das normas que regulamentam os poderes do Estado brasileiro, independentes entre si, no entanto, harmônicos. O executivo quando apresenta os seus projetos de interesse público deve ter como parceiro um legislativo, ambos objetivando a construção do bem comum. O legislativo como representante do povo deve adaptar e modernizar a legislação municipal para permitir que o desenvolvimento econômico e as políticas sociais avancem sempre, também visando o bem comum à toda a sociedade.

CN - Qual a sua opinião sobre cargos e salários de comissionados?


Lauro Davi - Devem existir somente os necessários e na quantidade suficiente para o auxílio da gestão municipal. A cultura do cargo público comissionado para acomodações político-eleitoreiras ou barganhas deve ser abolida da administração pública. Ainda, acima de tudo, o ocupante do cargo comissionado tem que ter a máxima competência para ocupá-lo.

CN - O que o Senhor acha da queda da Dilma? E o que o senhor espera do Governo Temer?


Lauro Davi - A queda da Dilma tem dois aspectos: o político e o legal. No aspecto legal, entendo que não se observou os rigores da legislação, ainda que eu não possa concordar como advogado que a lei seja interpretada de forma unilateral em benefício de pessoas ou grupos, isso ocorreu em função da condição administrativa do governo Dilma, que não passava por uma boa fase. No aspecto político, me parece que assistimos mais uma vez neste país a tomada do poder central por grupos ou conglomerados político-partidários, só que desta vez utilizando-se da própria estrutura desses grupos que é a maioria no congresso nacional. Observa-se que os figurantes são os mesmos que se encastelaram no poder político central desde o golpe de 64 até hoje.


Do governo Temer eu não espero nada inovador ou que venha trazer efeitos benéficos nas graves questões sociais e econômicas do país. Temer e o seu grupo político estão no poder há décadas e sempre foram coniventes com as gestões ruins, as mazelas e os desmandos ocorridos nesse país. Vejo que não possui moral política para qualquer reforma.

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