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ENTREVISTA
Domingo, 08 de Julho de 2018, 07h:00
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Presidente da Famasul fala sobre expectativa do setor agropecuário para eleições do Executivo

Em entrevista especial ao Capital News, Mauricio Saito também abordou a aprovação de agrotóxicos proibidos em outros países

Esthéfanie Vila Maior
Capital News

Com 81,25% dos votos, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Mauricio Saito, foi reeleito para assumir o triênio. O cargo foi disputado com a candidata Terezinha Cândido.

 

O Capital News entrevistou o presidente, que falou sobre as medidas para os próximos anos, expectativa do setor em relação às eleições do Executivo e aprovação de agrotóxicos. 

Famasul

Presidente da Famasul fala sobre expectativa do setor agropecuário para eleições do Executivo

Mauricio Saito foi reeleito presidente com 81,25% dos votos

Capital News - Quais os planos para os próximos três anos de presidência?

 

Mauricio Saito - A proposta da nossa nova gestão é manter a importância da Famasul frente ao agronegócio sul-mato-grossense. Para atingirmos isso, reforçaremos as ações da Federação nas três dimensões que uma entidade de classe comprometida e responsável preconiza, que são: representação institucional, melhoria do ambiente produtivo e desenvolvimento e capacitação do produtor rural.

 

Capital News - A implantação de eleições gerais estava entre as propostas da outra chapa. Qual sua opinião sobre a medida? Está entre os planos da sua gestão?

 

Mauricio Saito - O nosso trabalho é de atendimento aos produtores rurais. O formato que temos hoje possibilita à Famasul estar em 130 representações em conselhos, comissões, comitês, câmaras temáticas e grupos de trabalho, em âmbito estadual e nacional. Estamos falando de um sistema sindical patronal rural com voz ativa para defender os interesses dos produtores rurais. Certamente, estamos abertos a discutir outro formato, sempre focado no atendimento ao homem do campo.

 

Capital News - Em relação às eleições do Poder Executivo, qual a expectativa da Famasul?

 

Mauricio Saito - A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul é apartidária, preza pela democracia e respeita a escolha individual dos partidos. Nossa expectativa é que os candidatos apresentem propostas que atendam às principais demandas do agro de MS e, principalmente, que sejam propostas embasadas em planejamento e que sejam exequíveis.

 

Capital News - Quais as medidas prioritárias do setor para o próximo Governador e Presidente?

 

Mauricio Saito - Diante da demanda mundial por alimentos, que nos próximos 40 anos deve ser acentuada (crescimento previsto de 70% no mundo; destes, metade virá do Brasil, conforme as previsões da FAO), sem dúvida, o setor produtivo precisará de uma agenda política que contribua com a segurança jurídica para produzir, com a modernização da legislação vigente - sempre amparada pela comunidade científica, com a desoneração de tributações e com a concessão de maior crédito e seguro rural aos nossos produtores.

 

Capital News - Recentemente, foi divulgada a aprovação de 14 tipos de agrotóxicos proibidos em outros países. Qual o posicionamento da Federação sobre o assunto?

 

Mauricio Saito - Com a agropecuária que temos hoje, com modelo totalmente moderno, caracterizado pelo potencial produtivo e baseado em sustentabilidade, sem dúvidas, a legislação vigente, que tem mais de 30 anos, tendo sido redigida em 1989, encontra-se ultrapassada. Faz-se necessária uma importante adaptação em que a ideologia seja superada pelo conhecimento técnico, pois, além de não acompanhar as transformações tecnológicas atualmente utilizadas na produção, a legislação que vigora não contempla os avanços científicos, tampouco, a relevância do nosso país enquanto exportador de alimentos. São fatores que comprometem os produtores e os consumidores finais.

 

Sobre o presidente

Além de médico veterinário, Mauricio Saito é pós-graduado em Administração de Empresas Agrárias e possui ainda MBA em Gestão Empresarial. Também é produtor rural desde 1996, com atividades em Mato Grosso do Sul e conselheiro da Fundação MS. Foi presidente do Sindicato Rural de Itaporã por duas gestões, de 2002 a 2005 e de 2008 a 2011, e presidente da Cooperativa Agrícola Mista Serra de Maracaju (Coopsema), de 2008 a 2010. Também presidiu a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), de janeiro de 2014 a agosto de 2015. Eleito presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), assumiu a gestão da entidade em agosto de 2015.

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