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ENTREVISTA
Sexta-Feira, 24 de Fevereiro de 2017, 11h:57
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Sedesc realiza pente-fino em Pólos Empresariais para fomentar setor na Capital

Secretário busca conversa com empresários e vê redistribuição de lotes como uma possibilidade para trazer empresas dispostas a investir na Capital

Flavia Andrade
Capital News

Deurico/Capital News

Sedesc realiza pente-fino em Pólos Empresariais para fomentar setor na Capital

SEDESC segue orientação do prefeito, porém aposta em "portas abertas" para auxiliar empresários

Luiz Fernando Buainain é Engenheiro civil e administrador de empresas, com MBA em gestão executiva e pós em administração. Presidiu a Associação Comercial de Campo Grande por seis anos e foi presidente nacional da Distribuidora Farmacêutica.

Segundo informações a secretaria está realizando pente-fino nos pólos empresariais para retomada de lotes que foram doados pela prefeitura, os quais as indústrias tiveram prazo para iniciar as obras e não realizaram, a nova gestão está realizando buscas, analisando todas as situações, para reverter o quadro, tentando fomentar o setor, trazendo novas indústrias para a Capital, como o senhor vê essa situação?
Luiz Fernando Buainain – Primeiro que, existem três pólos empresariais, não são pólos industriais, são pólos empresariais, do Oeste, Norte e Sul (que é a cidade dos ônibus), cada um tem os seus projetos e as suas necessidades.

Dentro do Pólo Oeste, não foi feita nenhuma denúncia, foi um trabalho que nós implementamos aqui dentro, de ter um panorama geral do que estava acontecendo para que pudéssemos dialogar com os empresários, ou continuar o seu negócio, fomentar o seu negócio, porque a secretaria é fomento e desenvolvimento, geração de emprego e renda, então quando nós fomos para o pólo empresarial oeste, nós identificamos lá que existem 146 lotes, sendo 143 lotes efetivamente para ser doado e 3 lotes que são de área pública.

Desses 143 lotes, 64 foram doados que nós avaliamos, desses 64 lotes foram doados e não construídos 55 lotes ,e 9 lotes foram doados e as obras não concluídas. Então, dos 143 lotes, 31 não foram doados, sobrou 122 , destes 122, 48 estão em funcionamento e nós estamos avaliando 64 lotes, para ver o que está acontecendo.

Existem lotes que houveram diminuição de tamanho, foram doados um tamanho x e a secretaria retomou parte desse tamanho doado a indústria?

"Nós conversamos com os empresários, para sabermos se eles realmente irão continuar ou retomar os projetos"

 

Luiz Fernando Buainain – Foram desmembrados e desdobrados também, por exemplo, eu tinha uma área de 10 mil metros, eu desdobrei para duas áreas de 5 mil metros, e remembramos também algumas áreas, então por exemplo, eu tinha lá uma área de 50 mil metros, então peguei ela e passei para 10 áreas de 5 mil metros, porque achamos ela muito grande, e dividindo podemos passar para mais empresas e quanto mais empresas se instalarem lá, há mais geração de empregos e renda. Fizemos um pente-fino nisso, para analisar, só que nós ao invés de fazermos uma repressão que é uma orientação do prefeito Marcos Trad, nós conversamos com os empresários, para sabermos se eles realmente irão continuar ou retomar os projetos, e com isso dos 55 nós já temos 10 que tem vontade de retomar os projetos, e estamos seguindo os passos para ver se existem mais empresas para poder desenvolver o trabalho.
 
A secretaria está negociando com os empresários a situação dos lotes?

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Sedesc realiza pente-fino em Pólos Empresariais para fomentar setor na Capital

Secretário busca conversa com empresários e vê redistribuição de lotes como uma possibilidade para trazer empresas dispostas a investir na Capital

Luiz Fernando Buainain – Não é negociação, é orientação e tratativa, para eles retomarem o projeto ou devolverem a área para a prefeitura, o que é de direito, porque dentro do termo de compromisso, se o empresário não cumprir ele tem que devolver a área, porque tem lá uma clausula de reversão, então a gente reverte essa área para a prefeitura se ele não cumprir o termo do projeto, como investimento e como número de geração de emprego, então nós damos uma área de 5 mil, 10 mil metros, ou seja lá qual tamanho for, e ele não cumprir o número de investimento e geração de emprego, de novos funcionários, automaticamente ele perde o direito daquela área e automaticamente ele perde o direito e nós fazemos a reversão da área para a prefeitura. Foi mais ou menos o que aconteceu da retomada de parte da área da Kepler e Weber.

Nos três pólos, qual o tamanho da área total, que estão sendo analisadas, o senhor pode dizer?
Luiz Fernando Buainain – Nós temos 2 milhões 340 mil metros quadrados no pólo empresarial oeste, isso total com área de lazer e as ruas, de lotes doados e que temos para doar, temos 1 mil 462 metros quadrados para ser doado, parte dessa área já foi doada, nós temos ainda 175 mil metros quadrados de área para ser doada, fora aquelas que iremos retomar e as que não serão retomadas porque o empresário irá retomar o projeto.

As áreas que serão retomadas, como será realizado o processo para uma nova doação?
Luiz Fernando Buainain – Ela irá entrar para o pacote, se temos 31 hoje, irá para 41 e entra normalmente, o empresário vem até a secretária entra com uma carta-consulta, a carta é analisada pela Sedesc, a secretaria manda então para o Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico), e eles fazem a análise para dizer se a área será doada e se o benefício também será doado para o empresário.

O Codecon tem 36 processos, esses processos são referentes a essas retomadas?

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Sedesc realiza pente-fino em Pólos Empresariais para fomentar setor na Capital

Secretário solicita atenção aos membros da Comissão da Câmara para doação dos lotes a empresas.

Luiz Fernando Buainain – O Codecon, todos os projetos, cartas-consultas que vem para a secretaria, passam pela análise aqui, e depois vão para o Codecon, quando eles aprovam o projeto, ele é encaminhados para a Câmara Municipal através do Executivo que é o prefeito da Capital, lá é homologada a doação da área e os benefícios, volta para a secretaria, a secretaria faz um termo de compromisso, e lá ele tem o prazo para realizar a obra e a geração de empregos.

Esses 36 projetos que estamos falando eles já foram aprovados pelo Codecon, mas estavam parados aqui na secretaria de desenvolvimento, quando chegamos aqui no dia 2 de janeiro, nós entramos em contato com todos os empresários para ver a situação de cada um deles, regularizamos a situação desses empresários, atualizamos os dados, montamos os processos e vamos encaminhar para a Câmara Municipal. Tomamos uma decisão essa semana, de não encaminhar os 36 projetos para a Câmara, iremos encaminhar 22 projetos a priori, para que não fique sobrecarregada a Comissão Permanente de Comércio, Indústria e Serviço, que acabou sendo eleita, e quem irá presidir será o vereador João César Mattogrosso, que é empresário também, e está lá como presidente da comissão. E em seguida, assim que retornarem os 22 projetos encaminharemos os outros 14 projetos a Comissão.
 
Qual o valor total desses projetos?
Luiz Fernando Buainain – Esses projetos são R$ 227 milhões de reais, e 3.409 empregos diretos. Então, nós verificamos um por um, para encaminhar totalmente mastigados para a Câmara Municipal.
 
Esses 36 projetos, são referentes a qual desses três pólos?
Luiz Fernando Buainain – São de vários, um pouco de cada um, não sei te dizer quantos de quais pólos, estão sendo feitos por ordem de liberação do Codecon. Temos 18 novos projetos que estão indo para a reunião do Codecon, que serão distribuídos os projetos, para os conselheiros, o Codecon é formado por 14 entidades, 7 da iniciativa privada e 7 da iniciativa pública, o presidente do Codecon, ele distribui os projetos para os conselheiros e eles tem um prazo para analisar e dar o parecer sobre a conscessão de área e de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza).

Nós já temos agendado para o dia 13 de março uma reunião extraordinária, no intuito de acelerar o processo da doação dessas áreas, só que, vamos solicitar aos conselheiros que façam uma análise mais criteriosas da doação dessas áreas, para analisarmos os investimentos, os números de doações, impacto ambiental, uma análise mais aprofundada do que simplesmente doar uma área qualquer, para uma empresa que irá produzir 3 a 4 funcionárias e irá doar injeção de IPTU e ISSQN, não tendo privilégio nenhum dentro da nossa secretaria. O privilégio será acelerar os projetos que é uma determinação do nosso prefeito, porque ele quer gerar emprego e renda para a Capital.

Têm expectativa de trazer empresas do setor agropecuário para a Capital?

Deurico/Capital News

Sedesc realiza pente-fino em Pólos Empresariais para fomentar setor na Capital

Secretário busca conversa com empresários e vê redistribuição de lotes como uma possibilidade para trazer empresas dispostas a investir na Capital

Luiz Fernando Buainain – Primeiro vamos levantar a cadeia produtiva, ver as lacunas que existem e em cima delas, iremos em busca de empresários da Capital que queiram investir e de fora do nosso Estado ou Capital, empresas e indústrias que queiram investir aqui, buscaremos tecnologia, empresas que irão  nos ajudar com o meio ambiente e iremos buscar também empresas que possam trazer outras empresas ao redor, que possam servir a ela.

Como por exemplo, se eu trago uma indústria de trator, tem várias indústrias adjacentes que podem fornecer peças a ela, então a gente traz a indústria “mãe” e as “filhas” para alimentar a “mãe”, além disso, temos um forte trabalho para ajudar a fomentar as indústrias daqui, porque se nós conseguirmos realizar isso estaremos aumentando geração de emprego e renda.

Já realizamos o Sedesc Itinerante, no pólo empresarial norte, para facilitar os entendimentos e revisão dos projetos das empresas, iremos realizar o mesmo no pólo empresarial oeste, e iremos levar o prefeito também, uma vez que o prefeito foi no pólo norte.

Algumas empresas que estão aqui instaladas antes da crise começaram a investir, porém com a crise e problemas com o dólar, tiveram que parar. Algumas delas passaram dificuldades, não podemos simplesmente chegar lá e tirar do empresário o lote. Atendemos diariamente vários empresários, vereadores, para poder dar vasão aos nossos projetos.


Nestes 40 dias então o trabalho foi intenso, de levantamento de dados e início de negociações para poder resolver as questões encontradas nesse primeiro momento dos projetos, para fomentar a indústria na cidade?
Luiz Fernando Buainain  - O prefeito Marquinhos ele teve uma sensibilidade muito grande, de colocar a frente a SEDESC,  um empresário de muitos anos, não é um empresário que nasceu ontem, tem uma certa experiência em entidade, experiência nacional, presidi a Harbafarma a nível nacional, na época haviam 3 pessoas sul-matogrossenses que haviam tido cargo nacional, e eu fui um deles. Então, acho que ele teve essa sensibilidade, e posso garantir para você, todos os dias escuto aqui só coisas boas do que estamos falando e da facilidade da interlocução, por ser de empresário para empresário, e isso tem ajudado muito a prefeitura para fomentar as empresas que estão aqui.

No caso da Kepler haviam sido doados 800 mil metros quadrados de área, como eles não utilizaram todo o espaço, a prefeitura retomou 300 mil metros quadrados e essa parte será desmembrada em várias áreas, para atrairmos mais empresários.

No pólo sul, na cidade dos ônibus, há um investimento de aproximadamente R$ 50 milhões de reais, são 20 lotes, 9  deles já foram doados, estamos esperando no pólo sul, a licença ambiental que já foi encaminhada a Semadur, e assim que recebermos o retorno, iremos encaminhar aos empresários, para um hotel que será criado com 1500 leitos para se hospedar, e 1500 refeições por dia, que serão criadas. Várias pessoas já vieram atrás para saber sobre esse projeto. As garagens de ônibus que temos na cidade, queremos transportá-las para o pólo empresarial sul, todos os que queiram ir, irão para lá, com estrutura de um projeto maravilhoso com muita tecnologia.

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