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Terça-Feira, 13 de Fevereiro de 2018, 08h:49

Yoga ajuda na mudança de comportamentos e melhora disciplina de detentas

A técnica traz equilíbrio emocional e tira as reeducandas da ociosidade, ideia surgiu após professor assistir palestra de ex-detento

Esthéfanie Vila Maior
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Tatyane Santinoni / Governo de MS

Yoga ajuda na mudança de comportamentos e melhora disciplina de detentas

O projeto “Semente do Amor” já conta com a participação de 40 internas

Técnicas que proporcionam harmonia entre o corpo, a mente e a respiração estão ajudando a tornar o ambiente mais tranquilo no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na capital.

 

Graças a uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a Escola Clássica Cristina Lopes e a 50ª Promotoria de Justiça, a yoga é praticada uma vez por semana com as detentas.

 

O projeto “Semente do Amor” já conta com a participação de 40 internas, divididas em duas turmas. Com 30 minutos de duração, as aulas buscam desenvolver a respiração, meditação, alongamento, concentração e diferentes posturas para trabalhar a flexibilidade, força e equilíbrio das internas.

 

A ideia surgiu após o educador físico e pós-graduado em Meditação, Marco Antônio Gerevini, participar de uma palestra em que um ex-detento contou que se redescobriu, dentro do presídio, ao ter contato com um livro de yoga. Desde então, o ex-detento passou a praticar os ensinamentos dentro da cela, além de ensinar aos colegas.

 

Há 17 anos atuando como professor de yoga, Gerevini conta que teve a ideia de fazer algo parecido para ajudar quem está dentro de uma prisão. “Esse ano eu resolvi colocar em prática e doar meu tempo dando uma oportunidade para essas mulheres”, completa o instrutor voluntário.

 

Presa há pouco mais de um ano, a interna K. A. R., 26 anos, está em sua segunda aula e declara que tem sido bem proveitosa. “Saio renovada, me sinto melhor, mais calma e isso contribui até na minha relação com minha filha, aprendo a oferecer mais amor e ter mais paciência”, diz a detenta que tem um bebê de apenas cinco meses, que está com ela na unidade prisional.

 

A diretora da unidade penal, Mari Jane Boleti Carrilho, explica que iniciativas que trazem equilíbrio emocional e aumentam a qualidade de vida possuem grande aceitação por parte das reeducandas. Ela ainda ressalta que é uma forma de tirá-las da ociosidade, além de contribuir para mudança de comportamentos e melhorar a disciplina da unidade.

 

Para o desenvolvimento do projeto, a 50ª Promotoria de Justiça, representada pela promotora Renata Ruth Goya, realizou a doação dos colchonetes e intermediou o contato com o professor para atender ao sistema prisional.


Fonte: CapitalNews

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