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Economia Quinta-feira, 10 de Maio de 2018, 12:07 - A | A

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Recursos

Empresários querem alteração do cálculo de taxas de juros do FCO

Presidente da Fiems Sérgio Longen defendeu mudanças durante a abertura da programação do Mês da Indústria

Flávio Brito
Capital News

 

Divulgação/Fiems

Empresários querem alteração do cálculo de taxas de juros do FCO

Longen em evento nesta quarta, em Campo Grande

O presidente da Fiems Sérgio Longen defende mudanças na forma de cálculo das taxas de juros para os empréstimos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), na Modalidade Empresarial. O pedido foi realizado nesta quarta-feira (9), como parte da programação 2018 de “Maio – Mês da Indústria”, realizado pela Fiems e com patrocínio do Sebrae/MS, durante apresentação do superintendente do Banco do Brasil, Glaucio Zanettin, a representantes do setor produtivo, empresários e autoridades do Estado, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande.

 

“A indexação dos juros do FCO Empresarial por uma cesta de indexadores de juros, que acabam não sendo claros para investimentos, nos preocupa. Falta insegurança para investir, e o que precisamos é justamente o contrário, é preciso gerar mais oportunidades de investimentos. Se a inflação dispara, o empresário fica com as finanças comprometidas”, defendeu Longen após a apresentação. 

 

Até então, a taxa de juros do FCO Empresarial era pré-fixada e, para 2018, conforme estabelecido pelo Tesouro Nacional, a indexação da taxa de juros foi desmembrada, sendo que uma parte se mantém fixa durante todo o contrato, enquanto a outra passa ser atualizada pelo IPCA, ficando sujeita aos índices de inflação. Não houve mudanças no FCO Rural.

 

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, destacou a atuação da pasta junto ao governo federal para dar mais transparência aos indexadores do FCO. “Houve um grande equívoco do Ministério da Fazenda quando foi estabelecido que os recursos do FCO eram equalizáveis, então já existe uma luta nossa no sentido de reduzir esses juros”, pontuou o secretário.

 

Medida provisória no sentido de alterar as taxas de juros já tramita no Congresso Nacional e, durante o evento, Longen pediu o apoio dos empresários para que a matéria seja aprovada. “A definição automática das taxas de juros diminui o gasto com subsídios e torna mais transparente e previsível a política desses fundos, que poderiam sofrer mudanças por decisões políticas, e passam a ter uma regra básica que valerá por quatro anos”, comentou sobre o projeto.

 

A MP 218 já foi aprovada em comissão mista do Senado, e altera a forma de cálculo das taxas de juros para os empréstimos do FCO, e ainda terá de ser votada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. O superintendente do Banco do Brasil ressaltou que a instituição foi contra as mudanças, estabelecidas pelo Tesouro Nacional, e ponderou que a inflação tem se mantido estável nos últimos anos.

 

“O que temos visto da série histórica nos deixa bastante confortável em afirmar que o FCO é nosso carro chefe e a mola propulsora de desenvolvimento do Estado, e vem registrando bom desempenho nos últimos anos”, avaliou Glaucio Zanettin, acrescentando que inclusive é possível atingir a liberação de R$ 2,5 bilhões em recursos do fundo para Mato Grosso do Sul em 2018, conforme solicitado pela Fiems e todo o setor produtivo.

 

Segundo o superintendente, somente em 2018 já foram liberados R$ 375 milhões para projetos do Estado no âmbito do FCO Rural, e R$ 187 milhões no FCO Empresarial, cuja liberação das contratações foram iniciadas em março, em razão das mudanças nas indexações estabelecidas pelo Tesouro Nacional.

 

Em 2017, foram contratados R$ 2,1 bilhões em recursos do FCO, montante bastante expressivo se comparado com 2016, quando foram liberados R$ 903 milhões em recursos do fundo para o Estado, acrescentou o superintendente durante a apresentação.

 

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