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Familiares de mortos em tragédia da Chapecoense saem sem respostas da Bolívia

Eles buscam indenização de empresa aérea responsável pelo voo da delegação

Leonardo Cabral
De Corumbá para o Capital News

Cr Wilson Pardo/@Policiantioquia

Acidente com o avião da Chapecoense

Acidente aconteceu há dois anos na Colômbia

Familiares das vítimas do avião boliviano Lamia, que caiu na Colômbia, em 2016, com o integrantes do clube de futebol Chapecoense, onde morreram quase todos, deixaram a Bolívia, nesta segunda-feira (15) sem respostas. O motivo da viagem até a cidade de Santa Cruz de La Sierra, foi em busca de uma indenização a uma seguradora local responsável pelo fato.

 

"Encontramos resistência da seguradora que não nos deu as respostas que viemos buscar", disse Fabianne Belle, viúva de Cesinha, um dos preparadores físicas do clube brasileiro, que perdeu a vida no trágico acidente.

 

O grupo chegou há mais de uma semana na cidade de Santa Cruz de La Sierra, localizada a 900 quilômetros a da capital boliviana, La Paz, para reivindicar indenização, mas disseram que a seguradora Bisa não deu nenhuma resposta, exceto pela existência de um fundo de solidariedade que não cobre suas expectativas A empresa privada não se manifestou sobre o assunto.

 

O advogado brasileiro Josmeyr Oliveira, disse em entrevista ao El Deber, que no Brasil, eles decidirão quais medidas serão tomadas diante da situação. Na semana passada, quando chegou à Bolívia, junto com a comitiva dos familiares, ele havia afirmado que os parentes "não receberam um centavo em relação a indenização", logo após dois anos do acidente.

 

Relembre o caso

No dia 28 de novembro de 2016, o avião boliviano Lamia sofreu queda, a poucos quilômetros de chegar ao Aeroporto colombiano José María Córdova. Na aeronave, além de passageiros, estavam abordos os jogadores, comissão técnica da equipe de futebol de Chapecó que deveria realizar sua primeira final internacional contra o Atlético Nacional pela Copa Sul-Americana. Jornalistas brasileiros de emissoras de rádios, televisão e internet também perderam a vida no acidente que comoveu o mundo.

 

Uma investigação das autoridades colombianas concluiu que o avião caiu devido à falta de combustível.

 

Setenta e uma pessoas perderam a vida no acidente, incluindo 19 jogadores, 14 membros do comitê técnico e nove gerentes do clube de Chapecó.

 

Apenas seis ocupantes sobreviveram ao acidente: um comissário de bordo, um técnico de aviação, um jornalista e três jogadores.

 

 

As autoridades bolivianas afirmaram que os funcionários do aeroporto e da aviação civil e da mesma empresa, foram os grandes responsáveis, já que no entender dos mesmos, eles cometeram graves falhas técnicas para a realização do voo.

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