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Julgamento de Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, começa hoje

A primeira parte do julgamento deu-se a leitura dos autos

Flavia Andrade
Capital News

Maxi Failla/Clarín.com

Julgamento de Cristina Kirchner ex-presidente da Argentina começa hoje

A ex-presidente sentada pela primeira vez no banco dos réus. Ao lado de advogados

Nesta terça-feira (21), ao 12h, começou o julgamento da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em Buenos Aires. Kirchner é acusada de corrupção, associação ilícita e desvio de verbas de obras públicas. É a primeira vez que ela senta no banco dos réus por esses crimes.

 

Cristina Kirchner, senadora desde 2017, é candidata a vice-presidência da Argentina nas eleições de outubro deste ano. Sua chapa será encabeçada por Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete.

 

A acusação é de associação ilícita e fraude ao Estado envolvendo 52 obras públicas, por cerca de 46 bilhões de pesos, o que equivale a cerca de 1 bilhão de dólares. Além dela, outros membros de seu governo, como o ex-ministro do planejamento Julio De Vido, estariam envolvidos, conforme a Agência Brasil, Kirchner é acusada de criar um sistema para desviar verbas de obras públicas.

 

Ex-presidente da Argentina, chegou ao local por volta das 11h30. O julgamento tem 162 lugares abertos ao público, o que causou grande tumulto dentro do tribunal, pois havia gente desde muito cedo tentando entrar no plenário.

 

A primeira parte do julgamento deu-se a leitura dos autos, com cerca de duas horas. Cristina Kirchner deve ser ouvida após esse período. A expectativa é que a ex-presidente não deve deixar o tribunal, pelo menos, até as 16h.

 

Em sua rede social, Kirchner escreveu que, "Claramente não se trata de fazer justiça. Apenas armar uma nova cortina de fumaça que pretende distrair os argentinos e as argentinas - cada vez com menos êxito - da dramática situação que vive nosso país e nosso povo".

 

Ainda conforme a Agência Brasil, a ex-presidente é acusada em mais de dez ações, cinco delas com pedidos de prisão que não podem ser executados devido ao foro privilegiado que ela possui por ser senadora.

 

Hoje, Cristina Kirchner é investigada por irregularidades em obras públicas que teriam favorecido o empresário Lázaro Báez, o ex-ministro do Planejamento (ministro de Planificación Federal), Julio De Vido, e o ex-secretário de Obras Públicas, José López, presos por outros crimes. Em setembro, Cristina e os filhos serão ouvidos em outro processo, por lavagem de dinheiro.

 

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