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Paraguaios vão às urnas para escolher novo presidente

Dos dez candidatos, o governista Mario Abdo Benitez é o favorito, com 56% das intenções de voto

Flávio Brito
Capital News

Os 4,2 milhões de eleitores do Paraguai vão às urnas neste domingo (22) para eleger o presidente do país que, nos últimos cinco anos, cresceu em média 6%. O desempenho econômico é expressivo, comparado ao dos demais países da região. Dos dez candidatos, o governista Mario Abdo Benitez é o favorito, com 56% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas de opinião. Neste domingo, além de escolherem um novo presidente, que terá mandato de cinco anos, os paraguaios vão eleger 17 governadores, 47 senadores e 80 deputados federais.

Jorge Adorno/Reuters

Paraguaio vão às urnas para escolher novo presidente

Os candidatos à presidência do Paraguai Mario Abdo Benitez, do Partido Colorado, e Efraín Alegre, da coalisão GANAR

De acordo com as informações da Agência Brasil, o jovem senador, de 46 anos, fez campanha com o slogan “Marito de la Gente (Mariozinho do Povo)". Ele representa a ala conservadora do Partido Colorado, que domina o Paraguai há sete décadas. Seu pai foi secretário privado do ex-ditador Alfredo Stroessner – o homem que governou o país durante 35 anos, até ser derrubado em um golpe de Estado e morrer no exílio em Brasília, em 2006.

 

O segundo colocado nas pesquisas, Efraim Alegre, do tradicional Partido Liberal Radical Autêntico, se aliou à Frente Guasú de esquerda – a mesma que elegeu Fernando Lugo presidente em 2008. Lugo, que acabou sendo destituído em 2012, foi o único presidente não Colorado desde 1947, lembrou a reportagem da Agência Brasil, sobre o histórico eleitoral do país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul.

 

Tanto Mario Abdo Benitez quando Efraim Alegre tem propostas de governo parecidas e conservadoras. Os dois são contra a legalização do aborto, prometem combater a corrupção e reduzir a desigualdade, responsável pela pobreza que afeta 29% dos paraguaios. Benitez conta com o apoio da maioria dos 350 mil brasiguaios – como são chamados os brasileiros que emigraram para o Paraguai.

 

A primeira leva de brasiguaios foi atraída pelas facilidades oferecidas, durante a ditadura de Stroessner, para quem quisesse investir na nova fronteira agrícola -  muito antes do preço da soja subir no mercado internacional. O atual governo, do presidente Horácio Cartes (que também é do Partido Colorado) atraiu investimentos brasileiros com uma política de incentivo fiscal. Pequenas e médias empresas mudaram uma parte de sua produção para o Paraguai, onde pagam menos impostos, salários menores e energia mais barata.

 

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