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Vinte e três países da UE concordam em criar uma união militar

Iniciativa visa alcançar a independência dos países europeus após a eleição de Donald Trump

Luan Saraiva
Especial para o Capital News

Agência Brasil

Vinte e três países da UE concordam em criar uma união militar

De acordo com os líderes, a decisão de criar essa união, tem como objetivo principal tornar a UE menos dependente dos EUA

Dos 28 países que compõem a União Europeia (UE), vinte e três concordaram nesta segunda-feira (13), em expandir significativamente sua cooperação militar. Conforme informações da agência alemã DPA, os ministros das Relações exteriores e da Defesa do bloco, assinaram um documento em Bruxelas que deveria lançar bases para uma futura união de defesa europeia.

A ministra da Defesa alemã, Ursula Van Der Leyen, acredita que a iniciativa os tornarão capazes de agir em momentos de "crise no bairro". "É importante para nós assumir uma posição independente, [principalmente] após a eleição do presidente dos EUA (Donald Trump)", enfatiza a ministra.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, falou da união  como um "marco no desenvolvimento europeu", enfatizando a cooperação projetada e afirmando ser "um grande passo em direção à independência e ao fortalecimento da política de segurança e defesa da UE".

Entre os países que não participarão do novo projeto de cooperação militar estão o Reino Unido e a Dinamarca. O Reino Unido porque pretende deixar a UE em 2019, e a Dinamarca por não participar na política europeia comum de segurança e defesa. Os outros três parceiros da UE que não assinaram foram a Irlanda, Malta e Portugal, ainda indecisos sobre o tema.

O que muda?
Com a assinatura, os 23 países europeus também se comprometeram a respeitar 20 condições específicas para a sua participação na futura união de defesa, incluindo um aumento periódico das despesas militares, a participação em projetos militares conjuntos e o auxílio dos soldados para a forças de reação rápida da UE.

Os últimos grupos foram criados em 2007,  com o nome de Combat Groups (Grupos de Combate), mas até o momento eles nunca entraram em ação.

Oficialmente, o novo projeto, chamado "cooperação permanente estruturada", está programado para começar em dezembro.

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