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Boeing e Embraer tem fusão autorizada por Jair Bolsonaro

Após reunião com o alto comando das Forças Armadas e a área econômica, proposta preserva soberania e interesses nacionais.

Flavia Andrade
Capital News

Divulgação

Parceria entre Embraer e Boeing movimenta US$ 5,26 bilhões

Uma nova empresa será criada, com 80% da Boeing e 20% da Embraer

Em reunião no Planalto com o alto comando das Forças Armadas foi chamado ao Planalto para uma reunião no gabinete presidencial com a equipe econômica, os ministros da Defesa, das Relações Exteriores, da Ciência e Tecnologia, para tratar do destino da Embraer.

 

Anteriormente, Jair Bolsonaro havia manifestado preocupação com a possibilidade de transferência da operação da Embraer para fora do Brasil. Com essa fusão irá nascer uma nova empresa de aviação comercial.

 

Com um valor de mais de US$ 5 bilhões; 80% desse capital serão da Boeing e os outros 20% serão da Embraer que, se quiser, terá o direito de vender a participação na nova companhia para os americanos depois de cinco anos.

 

Nesta quinta-feira (10), em Nota divulgada no Jornal Nacional da Rede Globo, o governo diz que “a reunião serviu para apresentar os termos das tratativas entre Embraer e Boeing. O presidente foi informado de que foram avaliados minuciosamente os diversos cenários, e que a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais. Diante disso, não será exercido o poder de veto ao negócio”.

 

Ainda em nota divulgada, o governo disse que “haverá recebimento de dividendos relativos aos 20% da participação da Embraer na empresa de aviação comercial; serão mantidos os empregos atuais no Brasil; haverá preservação do sigilo e da prioridade do governo em definições em projetos de defesa; será criada uma joint venture para o projeto do avião militar KC-390 - nesse negócio, a Embraer tem 51% do controle”.

 

Em nota conjunta, Boeing e Embraer afirmaram que “a parceria estratégica das duas empresas, irá acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais” e que agora “o conselho de administração da Embraer deverá ratificar a aprovação prévia dos termos do acordo e autorizar a assinatura dos documentos da operação. Em seguida, a parceria será submetida à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. A expectativa das empresas é que a negociação seja concluída até o final de 2019”.

 

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