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Delator da Operação Zelote admite recebimento de R$ 10 mil por mês

Ex-auditor Paulo Roberto Cortez é o primeiro delator sobre irregularidades no tribunal administrativo

Flavia Andrade
Capital News

André Corrêa/Agência Senado

Delator da Operação Zelote admite recebimento de R$ 10 mil por mês

Ex-auditor Paulo Roberto Cortez é o primeiro delator sobre irregularidades no tribunal administrativo

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) é o tribunal administrativo onde as empresas recorrem das multas da receita. Trata-se do conselho administrativo de recursos fiscais, ligado ao Ministério da Fazenda, onde as empresas, se conseguirem ter seus recursos aprovados, podem ter multas reduzidas ou até anuladas.

Durante a delação o ex-auditor da Receita Federal, Paulo Roberto Cortez, aponta que os votos eram encomendados por empresas que deviam milhões ao Fisco e funcionários do Carf tinham despesas pagas por conselheiros em troca de informações que não eram públicas.  O resultado era uma economia milionária para os grupos empresariais e uma perda de arrecadação para a Receita.

O delator recebia R$ 10 mil por mês em dinheiro vivo para fazer o trabalho que José Ricardo, segundo ele, não sabia fazer. Em entrevista ao Bom dia Brasil, Paulo Roberto aponta que "Na área de Imposto de Renda, ele [José Ricardo Silva] não tinha muito conhecimento, tampouco em contabilidade. Então, antes de cada sessão, quando eu trabalhava com ele, eu fazia as devidas explicações, repassava para ele o material e fazia as explicações de cada matéria a ser tratada em cada julgamento", em delação aos investigadores da Zelotes.

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