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Fiocruz desenvolve nova metodologia para tratamento do câncer

Com base no estudo, a escolha de medicamentos relevantes para cada paciente será favorecida, minimizando-se os efeitos colaterais e facilitando o tratamento personalizado da doença

Flavia Andrade
Capital News

AgenciaBrasil/Arquivo

Fiocruz desenvolve nova metodologia para tratamento do câncer

Com base no estudo, a escolha de medicamentos relevantes para cada paciente será favorecida, minimizando-se os efeitos colaterais e facilitando o tratamento personalizado da doença

Nova metodologia, inédita no mundo, para o tratamento do câncer é desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as análises feitas pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), responsável pela aceleração de processos de inovação na área, permitiram traçar o perfil molecular do tumor e do tecido saudável de cada indivíduo.

De acordo com a instituição, com base no estudo, a escolha de medicamentos relevantes para cada paciente será favorecida, diminuindo os efeitos colaterais e facilitando o tratamento personalizado da doença.

A iniciativa foi reconhecida pelo edital Apoio ao Empreendedorismo e Formação de Startups em Saúde Humana do Estado do Rio de Janeiro, da Federação de Apoio à Pesquisa (Faperj), e ganhou o investimento inicial para que seja desenvolvida e entregue à população. O projeto é inovador, e não há concorrente no mercado para esse tipo específico de diagnóstico, segundo a instituição.

Para os pesquisadores, “A proposta da Fiocruz permite a indicação de uma terapia mais precisa, o que significa, em termos de benefícios diretos, mais chance de cura, menos efeitos colaterais e melhor sobrevida para os pacientes", diz Nicolas Carels, especialista em bioinformática da fundação, ao citar benefícios da nova metodologia. Carels ressaltou que as terapias atuais são muito agressivas. "Além disso, a economia representada pela escolha adequada do medicamento pode ser revertida para ampliar o acesso da população ao tratamento”, pontua.

O método desenvolvido pode ser aplicado a pacientes com qualquer tipo de câncer e testado em linhagens celulares tumorais e não tumorais, com resultados eficaz para o câncer de mama, conforme Tatiana Tilli, especialista do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde. Ainda segundo especialista, “Indiretamente, representa uma economia financeira substancial para o gestor hospitalar em termos de despesas com efeitos colaterais, novas internações e ciclos longos de tratamento. Isso é parte da inovação em saúde que estamos propondo”, afirma Tatiana.

O novo tratamento beneficia pacientes e médicos, segundo o coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, Carlos Medicis Morel. Para Morel, "A tecnologia é objeto de empreendedorismo, de investimentos e parcerias públicas e privadas, e a missão do CDTS/Fiocruz é levar o novo conhecimento gerado pela pesquisa e desenvolvimento tecnológico até a população.”
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os casos de câncer no mundo devem chegar a 27 milhões até o ano de 2030. O câncer de mama, o mais comum em mulheres, representa cerca de 25% do total de casos da doença. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por 70% do tratamento realizado para todos os tipos de câncer.

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