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Sem Fim: Aquário do Pantanal já custou mais de R$ 200 milhões e ainda não foi inaugurado

Obra foi tema de reportagem do Fantástico neste domingo 07 de janeiro

Flavia Andrade
Capital News

Deurico/Capital News

Governador espera concluir obra do Aquário do Pantanal em menos de 14 meses

Iniciada em 2011, a obra do Aquário do Pantanal foi paralisada em 2016 por falta de recursos

Após divulgação do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, sobre o lançamento de processo licitatório para contratação de empresa responsável pelo término das obras do Aquário do Pantanal. O programa Fantástico, mandou o repórter Eduardo Faustini ao Estado para verificar informações referentes à obra paralisada e a continuidade pelo atual governo de MS.

 

A obra do Aquário do Pantanal foi anunciada em 2011, ainda durante o governo de André Puccinelli, segundo Cleo Mazzotti, delegado da Polícia Federal de MS em entrevista ao Fantástico, “houve licitação de R$ 84 milhões, com aditivos de R$ 105 milhões, a obra já atingiu aproximadamente R$ 220 milhões de reais”. Considerando uma atração turística com biblioteca e laboratório, com inauguração inicial prevista para 2013. Em 2015, a obra foi paralisada por motivos de muita chuva na Capital. No mesmo ano, o Ministério Público Estadual solicitou uma auditoria e começou uma disputa judicial, ainda neste mesmo ano, começou uma força tarefa da Polícia Federal, Controladoria Geral da União e MInistério Público, onde foi deflagrada a Operação Lama Asfáltica.

 

Operação Lama Asfáltica começou após uma licitação direcionada relacionada a coleta de lixo de Campo Grande, onde houve fraude pela empresa Proteco, de João Amorim, onde após investigações, tornou-se de conhecimento que essa empresa tinha vários contratos de obras com o governo de André Puccinelli, onde foram investigadas quais licitações estavam relacionadas com o governo do Estado, com construções de obras, estradas e compras de livros paradidáticos. 

 

Ainda segundo Cleo Mazzotti, delegado da Polícia Federal de MS, “A Operação Lama Asfáltica já teve seis fases, a 6ª fase é sobre envio de dinheiro para o exterior e possíveis contratos fraudulentos com empresas de informática, João Roberto Baird, conhecido como o “Bill Gates Pantaneiro”, tanto pelo domínio quanto pelo conhecimento de informática no Estado, durante o período o governo de André Puccinelli”.

 

A JBS de Joesley Batista, locou máquinas da Proteco, para lavar dinheiro, ainda segundo Cleo Mazzotti, “A empresa JBS locava tantas máquinas para asfaltar que poderia ser asfaltado todo o Estado de Mato Grosso do Sul”. Segundo Fantástico, em depoimento à Polícia Federal, Joesley Batista diz que, “O Puccinelli me pediu, já indo para os finalmentes do Governo dele, que eu ajudasse ele, que pagasse em torno de dez milhões para uma empresa construtora, que tava construindo um aquário, uma Obra no Estado. Na lógica dele, ele estava dizendo o seguinte: ‘ que absurdo, eu estou pegando dinheiro meu para concluir uma obra no Estado’, meu entre aspas, de propina. Tem nos nossos registros e foi pago isso.”, aponta.

 

Por determinação da justiça, o Secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, afirma que, “Já temos o recurso, o projeto está definido e iremos começar o processo licitatório, para dar sequência as obras, para que possamos concluir todas as obras inacabadas de outros Governos”, afirma. 

 

Em nota encaminhada ao Fantástico, o ex-governador André Puccinelli afirma que “A lei assegurou recursos de R$ 35 milhões, caso a obra não tivesse sido paralisada e que faltavam de 2 a 3 meses para a conclusão”. Ainda segundo a nota divulgada, “não tem intenção de descer detalhes numa discussão interminável, e que espera ver as energias do novo governo voltadas para o futuro, como a população também deseja”.   

 

João Amorim e mais sete pessoas estão presas, entre eles, Edson Giroto, o então secretário de Obras do governo André Puccinelli, de acordo com nota divulgada de Valeriano Fontoura, advogado de Giroto,  “As obras do Aquário do Pantanal, conforme relatório técnico produzido por peritos contratados para este fim, atestam a execução de mais de 90% (noventa por cento) do seu objeto, sendo que o valor devido para a conclusão da integral da obra está depositado em conta corrente, desde o final de 2014, a disposição do Governo do Estado, sendo desta administração a inteira responsabilidade pela sua conclusão”.

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