Campo Grande/MS, Sábado, 18 de Novembro de 2017 | 12:52
27˚
(67) 3042-4141
Opinião
Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 07h:00
Tamanho do texto A - A+

Como as empresas podem ajudar na redistribuição de renda?

Envie seu artigo para opiniao@capitalnews.com.br

Por Wellington Rodgério*
Artigo de responsabilidade do autor

De acordo com o Fórum Econômico Mundial de 2017, realizado em janeiro, na Suíça, a desigualdade na distribuição de renda é o maior risco para a economia global já neste ano. Para se ter uma ideia da importância dos debates sobre o tema, os oito homens mais ricos do mundo acumulam uma riqueza equivalente à dos 3,6 bilhões mais pobres, segundo levantamento divulgado recentemente pela ONG Oxfam, confederação com 20 organizações em 94 países que luta pelo fim da pobreza e desigualdade.

Flavio Santana

Wellington Rodgério - Artigo

Wellington Rodgério

 

Durante o evento, a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, destacou que, quando há crise econômica em um país, a principal e a mais óbvia medida a ser tomada para reduzir a desigualdade é a redistribuição de renda. Porém, eu acredito que a responsabilidade de reverter esse quadro vá muito além dos governantes. As empresas podem e devem contribuir!

Mas quais são as atribuições das companhias para ajudar no combate à desigualdade? Elas precisam ter um olhar transversal para toda a cadeia de valor, o que significa que devem pensar em toda a pirâmide – ou seja, aliar os aspectos econômicos à responsabilidade social e ambiental.

Um caminho a ser observado para repensarmos o progresso é a economia circular, que busca reconstruir capital, seja ele financeiro, manufaturado, humano, social ou natural, para garantir fluxos aprimorados de bens e serviços. Esse conceito consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e aprimora o capital natural, otimiza a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos com administração  de estoques finitos e fluxos renováveis. Ela funciona de forma eficaz em qualquer escala e garante um futuro próspero e sustentável.

Para permitir a inclusão socioeconômica em todos os elos, os avanços tecnológicos não podem estar desassociados da responsabilidade social e ambiental. A inovação deve ser equilibrada com a geração de emprego e renda, e toda companhia deve compreender quão importante ela é nesse contexto. Isso é fundamental para que, em um futuro próximo, o mundo tenha uma distribuição mais equilibrada dos recursos financeiros.

 

 

*Wellington Rodgério

Diretor financeiro do Grupo Sabará, empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias, soluções e matérias-primas de alta performance, voltadas aos mercados de tratamento de águas, cosméticos, nutrição e saúde animal e à indústria de alimentos e bebidas.

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix