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Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 07h:00
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O resgate do brincar

Por Oscar D’Ambrosio*

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Organização sem fins lucrativos que busca resgatar o lúdico presente em um acervo de mais de 5 mil obras de diversas regiões do Brasil, o Instituto Brinquedo Vivo (http://brinquedovivo.com.br/),  com sede em São Paulo, SP, foi criada pelo médico radiologista infantil Roberto Avritchir. Há dez anos, esse amante do ato de brincar vem ganhando e comprando brinquedos e peças de artesanato relacionadas ao lúdico.

Unesp

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Oscar D'Ambrosio

 

A principal paixão do colecionador, além dos objetos em si mesmos, está no diálogo com esses artistas, conhecendo suas histórias de vida e processos de criação. O Instituto se mistura com a figura de seu fundador, que, nascido em São Paulo em 1961, desde criança gostava de passear pela região do Centro, Anhangabaú, Sé e Liberdade, conversando e interagindo com as pessoas, principalmente com músicos e palhaços de rua, sempre disponíveis para dividir com ele suas histórias.

Avritchir colecionava chaveiros, caixinhas de fósforo e era apaixonado por um trator-triciclo que pedalava pelas ruas do Bairro de Campos Elíseos. Escoteiro, quando viajava trazia sempre lembranças, como Ioiô, bilboquês, carrinhos e outros brinquedos. Adulto, em suas viagens, foi incorporando novas histórias de artesãos, cujos trabalhos vai progressivamente incorporando ao acervo da ONG, hoje reunido em condições precárias de manutenção num galpão no bairro da Barra Funda.

O acervo do Instituto Brinquedo Vivo é um universo em que se torna possível refletir como manifestações artísticas associadas ao brincar são essenciais para um melhor entendimento da humanidade em sua capacidade de interpretar o mundo. Obras de arte associadas a diversas manifestações populares, como o folclore e o circo, constituem portas de entrada para uma melhor compreensão da cultura do país, oferecendo chaves que auxiliam a observar realidades que estão desaparecendo numa sociedade cada vez mais tecnológica, onde o simples brincar em si mesmo vem perdendo progressivamente espaço.

 

 

*Oscar D’Ambrosio

Jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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