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Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 16h:49
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Uma coisa puxa a outra

Por Walter Roque Gonçalves*

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Segundo pesquisa divulgada pelo Serasa e Ibope, os índices de microempresas individuais fechadas nos primeiros 3 anos de vida continuam altos e os motivos não estão relacionados, exclusivamente, com a recessão. O planejamento, organização e a falta de crédito são ainda os principais fatores do precoce fechamento destes negócios. Assim sendo, como reduzir os riscos frente a estes fatores?

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Walter Roque Gonçalves - Artigo

Walter Roque Gonçalves

 

Vamos começar pelo planejamento. Planejar é, a grosso modo, pensar nas consequências dos atos! Será que ao comprar à vista, faltará dinheiro no caixa para pagar outras contas? E, se o estoque encalhar, haverá recursos para manter a empresa enquanto liquida-se as mercadorias? Se o marketing aumentar a demanda, a empresa está preparada para atende-la? Claro que o planejamento é mais complexo do que responder as perguntas acima, mas para quem não tem nenhum é uma boa forma de começar. São perguntas como estas que ajudarão o empresário a tomar decisões consistentes, reduzindo assim o risco de prejuízos.

Há de se lembrar que os planejamentos carregam a visão sistêmica da empresa e são PESSIMISTAS. Isto mesmo, pessimistas! Afinal, é preciso avaliar os impactos caso as coisas não saiam como o planejado: se as vendas caiarem, o que será feito com as novas contratações? Por outro lado, caso deixe de fazer contratações e a demanda aumente, perderá vendas importantes? E assim por diante!

Portanto, o pessimismo no planejamento é necessário, pois, este esforço entregará alternativas caso haja problemas com o plano principal. Por outro lado, na execução, o otimismo é fundamental para geração da sinergia e fomento de uma equipe motivada: acredite fortemente nos melhores resultados, neste momento.

Quanto a organização, pense naquele momento que se está em cima do horário e não encontra-se o calçado, simplesmente porque não foi colocado no lugar de sempre! Então, com as empresas acontece isso o tempo todo, são pequenas coisas que geram perdas de tempo e dinheiro que precisam de atenção.

Por fim, o crédito para financiar o crescimento da empresa. O melhor deles é o da própria empresa, gerada com organização de caixa, reservas e inteligência financeira! Buscar bancos para contrair empréstimos deve ser a última opção e, quando necessário, deve ser feito com cautela, planejamento e organização.

Para quem está começando sugiro que comece simples, utilize perguntas básicas e se organize como puder. Nunca comece negócio nenhum sem o mínimo para o capital de giro. Logo, os resultados aparecerão, sejam eles financeiros, na redução da ansiedade e incertezas, afinal,  estes fatores andam juntos, uma coisa puxa a outra.

 

 

*Walter Roque Gonçalves

Professor na FGV/ABS especializado em empresas com faturamento até R$ 400 mil /mês | CRA 144.772 | Contato:(18) 99723-3109 | e-mail:consultoriaempresarialjk@gmail.com

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