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Governador chama Operação Vostok de “extemporânea e intempestiva”

Em nota, Azambuja disse que sempre se colocou à disposição da justiça e estranhou uma operação há 20 dias das eleições

Leonardo Barbosa
Capital News

Deurico/Arquivo Capital News

Reinaldo Azambuja

Governador Reinaldo Azambuja

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), alvo de investigações da Operação Vostok, que prendeu seu filho e membros da cúpula do governo nesta quarta-feira (12), se manifestou através de um nota enviada à imprensa, chamando a operação de extemporânea e questionando a motivação dos mandados de busca, visto que não foram apresentados novos fatos que influenciassem tal ação do judiciário.

 

Azambuja ainda ressaltou que tanto ele quanto seu filho, Rodrigo Souza e Silva, sempre estiveram à disposição da justiça, e que até então, nunca havia sido convocados para prestarem depoimento.

 

No fim, o governador afirma que irá manter sua dupla jornada como chefe do executivo estadual e candidato à reeleição ao Governo do Estado.

 

Operação

A Operação Vostok tem objetivo de combater um esquema de pagamento de propina a representantes da cúpula dos Poderes Executivo e Legislativo estaduais, além do Tribunal de Contas do Estado, no Mato Grosso do Sul.

 

O inquérito foi autorizado e tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, que decretou as medidas em cumprimento. Aproximadamente 220 policiais federais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, na capital do estado e nos municípios de Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna; e Trairão no Estado do Pará.

 

As investigações foram iniciadas no início deste ano, tendo por base os termos de colaboração premiada de executivos de uma grande empresa do ramo frigorífico. Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao Governo do Estado para a obtenção de benefícios fiscais  Termos de Ajustes de Regimento Especial (Tares).

 

Confira a nota na íntegra:

"Há um ano e meio me coloquei voluntariamente à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários sobre este caso. Infelizmente, até o dia de hoje, jamais fui convocado pelas autoridades constituídas para apresentar minha defesa às acusações da delação mais questionada do país.

 

Mesmo respeitando as decisões do judiciário, não posso deixar de registrar a extemporaneidade de uma operação policial que ocorre a apenas 20 dias da eleição de forma intempestiva e midiática sem, contudo, a ocorrência de nenhum fato novo na tramitação do inquérito.

 

Estamos tomando as providências legais para reverter a prisão temporária do meu filho Rodrigo, que sempre esteve disponível e, até então, também sequer foi chamado a prestar depoimento.

 

Em respeito à população de Mato Grosso do Sul, continuo cumprindo normalmente a dupla jornada como governador do Estado e candidato à reeleição. 

 

Tenho fé: a verdade prevalecerá.

 

 

Reinaldo Azambuja

 

Governador do Estado de Mato Grosso do Sul"

Leonardo Barbosa/Capital News

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