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Médico é detido por omissão de socorro

Ele se recusou a atender uma paciente porque a “UPA estava lotada”. No entanto, o Corpo Bombeiros deu voz de prisão a ele

Flávio Veras
Capital News

 

TJ/MS

Médico é detido por omissão de socorro

Foi foi orientado duas vezes para fazer o atendimeto antes de receber voz de prisão.

Um médico de 31 anos foi preso por omissão de socorro a uma paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, em campo Grande, na noite de ontem (13). Ele recebeu voz de prisão de um bombeiro militar que havia feito o transporte da mulher até a unidade hospitalar. 

 

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender uma mulher que estava com a coluna “travada”. Após o atendimento na residência da paciente, os militares acionaram a central de regulação para solicitar o transporte dela até uma UPA. 

 

Eles foram orientados pela médica plantonista irem até a unidade do Universitário. Porém, chegando ao local eles foram recebidos pelo médico e informados que não era possível o atendimento porque a UPA estava lotada. 

 

Porém, os bombeiros disseram a ele que a solicitação havia sido feita na central e que ela havia mandado levar a paciente até o local, com a senha 1.117. Após a informação, o médico se ausentou e foi telefonar. Ele voltou e perguntou se a paciente tinha problemas psiquiátricos, os bombeiros informaram que não. 

 

Ele se ausentou novamente, fez outra ligação, e informou que era para os militares levaram a mulher até a unidade que fica no Moreninhas. No entanto, a solicitação da central não chegou até os bombeiros. O militar responsável pelo atendimento orientou o médico avaliar a mulher, mas ele se recusou. 

 

Ele foi alertado que caso não fizesse o exame clínico, ele seria preso por omissão de socorro. Como ele não entendeu a orientação, foi dada a voz de prisão. No entanto, o médico se recusou ir com os bombeiros até uma delegacia registrar o Boletim de Ocorrência. 

 

Portanto, uma viatura da Polícia Militar foi acionada e encaminhou o acusado até Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, onde foi registrado o caso. 

 

 

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Sesau (Secretária Municipal de Saúde) informou que após ser comunicada pela Polícia Civil sobre a situação, vai abrir procedimento administrativo para verificar se houve ou não negligência ou omissão de socorro. A ordem é para que todos os pacientes sejam recebidos nas unidades de saúde. 

 

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