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Terça-Feira, 15 de Maio de 2018, 08h:15
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Operação nacional da PF contra o tráfico de drogas prende duas pessoas em MS

Um dos alvos foi preso em Campo Grande na manhã desta terça-feira (15)

Laura Holsback
Capital News

 

Reprodução

Operação nacional da PF contra o tráfico de drogas prende duas pessoas em MS

Dinheiro foi apreendido durante cumprimento a mandado em MS

 

Operação nacional da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas prendeu duas pessoas em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (15). A ação batizada como “Efeito Dominó cumpre 26 ordens judiciais, sendo 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária. Além de MS, os cumprimentos são feitos nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Distrito Federal e São Paulo.

 

De acordo com a Polícia Federal, os trabalhos são desdobramentos da “Operação Spectrum”, em 2017. Na ocasião, foi desarticulada enorme estrutura estabelecida para o tráfico internacional de drogas, comandada por Luiz Carlos da Rocha, também conhecido como “Cabeça Branca”. Ele é reconhecido como um dos maiores traficantes de entorpecentes da América do Sul com conexões em dezenas de países.

 

Cerca de 90 policiais federais estão cumprindo os mandados nesta manhã. Em MS, os alvos presos estava em Campo Grande e Dourados. Nas duas cidades existia ainda um mandado de busca e apreensão para ser cumprido. Policiais federais também estão em Amambai para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.  

 

A ação desta fase tem, dentre outros, o objetivo de reunir informações complementares da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

 

Conforme a PF, foi identificada complexa e organizada estrutura destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes. As investigações demonstram robustos indícios acerca do modus operandi da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos “clientes dos doleiros” investigados. De um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas e de outro, traficantes internacionais como Luiz Carlos tinham disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína.

 

Dentro das estruturas investigadas neste caso, verificou-se a atuação concreta e direta de dois operadores financeiros (“doleiros”), já conhecidos de operações anteriores da Polícia Federal –“Farol da Colina (Caso Banestado) e “Lava Jato”. Ambos foram alvos de tais investigações pelas práticas dos mesmos crimes.

 

Quanto ao operador financeiro (“doleiro”) já investigado da “Operação Lava Jato”, chama atenção o fato de ter retornando às atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à “quebra” do acordo firmado.

 

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

 

Nome

A denominação “Efeito Dominó” é uma alusão ao fato de existir um efeito em cascata no tráfico internacional de entorpecentes. Por se tratar de crime que visa lucro, o dinheiro ilícito, especialmente no vultoso volume identificado nesta operação, necessita de forte estrutura de lavagem de dinheiro, consistente na movimentação de recursos em espécie no país com a intervenção de operadores financeiros (“doleiros”).

 

A referência também se baseia na identificação dos procedimentos sobrepostos de lavagem de dinheiro identificados, com o objetivo de ocultar a origem e o real beneficiário dos recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.

 

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