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Sexta-Feira, 01 de Setembro de 2017, 11h:13
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Após escândalo, ex-prefeito é nomeado a diretor do Detran de MS

Nomeação saiu no Diário Oficial, desta sexta-feira (1º)

Laura Holsback
Capital News

Natalho Cuer/PMNA

Roberto Hashioka

Roberto Hashioka

O ex-prefeito de Nova Andradina, por três mandatos, Roberto Hashioka foi nomeado o novo diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Mato Grosso do Sul, em publicação desta sexta-feira (1º), no Diário Oficial do Estado. A troca de comando ocorre três dias depois de o ex-diretor Gerson Claro ser apontado em esquema de corrupção mostrado em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Gerson pediu a exoneração do cargo nesta quinta-feira (31).

Na ocasião que houve o pedido de saída, Gerson Claro afirmou que está tranquilo e que quer que tudo seja esclarecido. “Eu não nasci presidente do Detran. Não prestei concurso, é um cargo político que precisa de confiança. Da confiança da sociedade. E se nesse momento existe essa dúvida, quero que a sociedade busque a verdade”, afirmou ontem.


Operação Antivírus
O GAECO deflagrou, na manhã de terça-feira (29), a Operação Antivírus com a finalidade de cumprir nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 29 de busca e apreensão no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS). O alvo das investigações são contratos de informática celebrados entre empresas e o Poder Público.

Foram presos em caráter temporário, de acordo com o balanço do MPE-MS, o ex-deputado estadual, Ary Rigo, e o sócio proprietário da Digitho, empresa de nome fantasia Digix. O parlamentar por quatro mandatos na Assembleia seria um facilitador da empresa de Jonas Schimidt das Neves em concorrências por contratos com o Poder Público. Claudinei Mastins Rômulo, secretário da Digitho foi o terceiro detido em prisão temporária na Antivírus.

Já no que diz respeito às prisões preventivas, os agentes efetuaram a condução coercitiva do ex-diretor presidente do Detran-MS, Gerson Claro,  e dos sócios da Pirâmide Informática, José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos. Utilizando do recurso da dispensa de licitação, a autarquia sob o comando de Gerson Claro contratou a empresa para prestar o serviço de registro de documentos.  O vínculo teria uma previsão de repasse de R$ 7,4 milhões do cofres do Governo do Estado, para um escritório onde a contratada divide espaço com um pequeno escritório de contabilidade.

Completam a lista dos que foram presos preventivamente pelo Gaeco, Erico Mendonça e Gerson Tomi, ex-servidores do Detran-MS, onde ocupavam respectivamente os cargos de Diretor de Administração e Finanças e a Diretoria de Tecnologia. Celso Braz de Oliveira Santos, ex-chefe de Departamento na autarquia também foi detido. Todos eles foram soltos menos de 24 horas depois, pela Justiça que acatou a pedidos das defesas.

Os envolvidos na trama são  investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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