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Capital reduz índices de infestação do Aedes Aegypti

Levantamento foi divulgado nesta terça pela Sesau

Caroline Carvalho
Especial para Capital News

Divulgação

Três Lagoas lidera ranking de casos de dengue no ano

Ações de combate à proliferação do mosquito foram intensificadas em bairros com maior índice de infestação

Levantamento divulgado nesta terça-feira (22) pela Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau) aponta uma redução de quase 50% na quantidade de áreas em situação de risco para o mosquito Aedes Aegypti, em comparação ao último levantamento de novembro do ano passado. No entanto, a cidade ainda apresenta índice de infestação superior a 1%, o que a coloca em estado de alerta. 

 

Segundo o estudo, 14 áreas estão em estado de risco, 47 em alerta e apenas seis aparecem com índices considerados satisfatórios – abaixo ou igual a 1% de infestação. Em novembro, 27 áreas estavam em estado de risco, 34 em alerta e oito com índices satisfatórios.

 

Segundo a Prefeitura de Campo Grande, a área mais crítica era a UBSF Paradiso - que abrange os bairros Monte Castelo, Seminário e Vila Nossa Senhora das Graças - onde 9% dos imóveis apresentaram larvas do mosquito. Conforme o levantamento divulgado hoje, o índice caiu para 4.9%.

 

A redução mais significativa foi registrada na área da UBSF Azaléia passando de 8.1% para 3% de infestação. 

 

As áreas das UBSFs Alves Pereira, Mata do Jacinto e Vila Fernanda que apareciam no ranking de infestação também  tiveram redução.

 

Alerta 

 

Atualmente a área considerada mais crítica é da UBSF Alves Pereira (7.3%), seguida da UBS Universitário (6.3%), UBSF Vida Nova (6.1%); Cruzeiro/Autonomista (6%), UBS Dona Neta (5.6%), UBSF Cidade Morena (5%), UBS Jockey Clube (4.5%) e Centro Amambai (4.5%). 

 

Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o aumento nos índices já era esperado por conta do período mais chuvosa, o que chama a atenção para a necessidade de maior empenho da população no combate ao mosquito, uma vez que 80% dos focos são encontrados dentro das residências. 

 

“Diferente do que muita gente pensa, a maioria dos focos do mosquito está dentro do nosso lar. Naquele vaso de planta que fica no fundo de quintal, na calha entupida e em materiais inservíveis jogados no quintal. Portanto, é preciso que isso sirva de alerta para a população e que todos nós tenhamos consciência. O poder público faz a sua parte, mas é extremamente necessário o envolvimento de todos nesta batalha”, disse.

 

Conforme com o secretário, as ações de combate à proliferação do mosquito estão sendo intensificadas nos bairros com maiores índices de infestação. Ele explica que três viaturas do fumacê percorrem diariamente essas regiões, paralelamente ao trabalho de campo realizado pelos agentes de saúde, com vistorias e orientações. 

  

Dados epidemiológicos.

 

De com os dados epidemiológicos divulgados pela coordenação até o momento foram notificados 451 casos de dengue, seis de chikungunya e de zika. Em janeiro do ano passado (2018) foram notificados 374 casos de dengue, 27 de chikungunya e 22 de zika.

 

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