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Terça-Feira, 09 de Outubro de 2018, 18h:56
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João Goulart Filho diz que vai apoiar Haddad no segundo turno

Candidato do PPL divulgou sua decisão por meio de sua assessoria de imprensa

Agência Brasil
L.B.

Divulgação

João Goulart Filho diz que vai apoiar Haddad no segundo turno

João Goulart Filho (PPL) teve 0,03% dos votos válidos nas eleições do 1º turno

Candidato à Presidência que ficou em último lugar no primeiro turno das eleições, o filho do ex-presidente João Goulart, João Goulart Filho (PPL), declarou nesta terça-feira (9) apoio à candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT) durante o segundo turno. Segundo ele, apesar de diferir em "muitos pontos" do programa do PT, o "risco de uma nova ditatura" de um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) é maior.

 

O apoio ao candidato petista foi divulgado pela assessoria de imprensa de Goulart Filho, mas o partido ainda não divulgou um posicionamento oficial. João Goulart Filho disse que cresceu no exílio durante a ditadura militar e que, por esse motivo, tem a obrigação de repudiar regimes ditatoriais.

 

"Sabemos como as ditaduras começam, nunca sabemos quando terminam. Estamos prontos para caminhar juntos. Por isso, apesar de nossas diferenças, eu voto em Haddad para derrotar Bolsonaro", escreveu o candidato. Ele propõe o voto em Haddad afirmando se posicionar "contra a ditatura, a opressão e o ódio às minorias".

 

História

Presidente do Brasil entre 1961 e 1964, João Goulart foi deposto por tropas militares no dia 31 de março de 1964. Os comandantes das Forças Armadas assumiram o poder em seguida, com a cassação de congressistas e a eleição indireta do Marechal Castelo Branco. No último domingo (7) filho de Jango ficou teve pouco mais de 30 mil votos, ficando com 0,03% dos votos válidos.

 

“O meu partido difere em muitos pontos do programa do PT, que disputará com o filhote da ditadura o segundo turno, mas nossas diferenças jamais serão maiores que o risco de uma nova ditadura, nem maiores que a liberdade de nosso povo”, afirmou Goulart Filho.

 

 

Nesta tarde, a direção nacional do PPL está reunida para discutir o cenário das eleições presidenciais.

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