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Quinta-Feira, 08 de Fevereiro de 2018, 14h:13
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Parlamentares debatem Segurança Pública e Barbosinha ressalta dados de MS

Em 2011, a força apreendeu 86 mil quilos de drogas. Em 2017 o número saltou para mais de 420 toneladas

Flávio Brito
Capital News

 

Victor Chileno

Rapaz tem casa invadida e é espancado na frente dos filhos

Deputados elogiaram trabalho das polícias de Mato Grosso do Sul

Os deputados estaduais voltaram a enfatizar a necessidade do investimento em Segurança Pública, para alcançar a paz. Os números da violência crescente no Brasil preocupam os parlamentares, que lamentaram as mortes de três crianças na última semana no Rio de Janeiro. Sobre Mato Grosso do Sul, o deputado estadual José Carlos Barbosa (PSB), que esteve como secretário estadual de Segurança Pública nos últimos dois anos, disse em discurso na tribuna durante a sessão desta quinta-feira (8) que as polícias fazem sua parte, mas que é preciso combater a “grande guerra contra as drogas”.

 

“Estamos vendo uma violência desmedida tão grave, que parece que a sociedade perdeu a sensibilidade de se chocar. E muito disso é da ação do tráfico, que nós aqui do MS combatemos com muito esforço, visto as fronteiras secas com Bolívia, grande produtor de cocaína e o Paraguai, produtor de maconha. Em 2011, só nossa polícia apreendeu 86 mil quilos de drogas. Em 2017 o número saltou para mais de 420 toneladas. Isso porque são policiais incansáveis e integrados, porém imagine o quanto não passa para os grandes centros? Precisamos de mais apoio do Governo Federal”, explicou Barbosinha.

 

O deputado disse que o Governo do Estado faz sua parte equipando as forças policiais com o Programa MS Seguro, com investimentos de mais de R$ 100 milhões exclusivamente estaduais, além da diminuição no último ano de 40% dos latrocínios [roubos seguidos de morte] e 60% dos homicídios.

 

“Ainda há um sistema prisional penitenciário precário, temos que admitir, mas a União havia anunciado mais investimentos, inclusive a construção de centros de inteligência, sendo o primeiro para Mato Grosso do Sul e até agora nada. Não adianta culpar os problemas da segurança nos servidores, pois eles só são resolvidos se os governos derem condições de saúde, educação, moradia, saneamento a todos, para que o tráfico não seja valorizado pelas crianças que o envolvem, mas sim que tenham como exemplo o professor, o médico, o bom cidadão”, resumiu Barbosinha.

 

Cabo Almi (PT) concordou e relembrou audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, em que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em que ele assumiu o compromisso de retornar ao Estado, mas desde então não retornou. “Isso é que me deixa chateado. As pessoas que têm o compromisso de resolver, não resolvem. Precisamos de uma ação séria para fechar as fronteiras secas daqui, que vai refletir no consumo nos grandes centros. A nossa sorte é a capacidade dos nossos trabalhadores da Segurança, que ‘dão o sangue’”, destacou. Reveja tudo sobre a audiência clicando aqui.

 

O deputado Professor Rinaldo (PSDB), líder do Governo na Casa de Leis, também elogiou o trabalho das polícias e afirmou que por elas alcançamos o patamar de 4º estado mais seguro para se viver. “Bom seria que aqui fosse o paraíso, mas sabemos que ainda falta muito para isso, com tanta desigualdade. Faltam responsabilidades dos governos, mas eu peço a Deus que ainda possamos viver com a tranquilidade de poder sair de casa sem medo”, finalizou.

 

 

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